quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Kansas City Flash


Numa época em que os norte-americanos apreciavam as corridas de Sports Cars como nunca, pilotando Ferraris e Jaguar, vários pilotos surgiram para eternidade do automobilismo mundial, chegando com sucesso a F1, como Phil Hill e Dan Gurney. Porém, segundo o também lendário Carroll Shelby, Masten Gregory foi o piloto americano mais rápido a correr um Grande Prêmio. Este americano do meio-oeste tinha um estilo de pilotagem fortíssimo e era considerado muito agressivo para sua época, mesmo com sua aparência frágil e os óculos de grau muito alto, Gregory se destacou como um dos grandes pilotos americanos nos anos 50 e 60. Se estivesse vivo, Masten Gregory completaria 80 anos e por isso iremos ver sua carreira. Até por que ele fazia aniversário de quatro em quatro anos...

Masten Gregory nasceu no dia 29 de fevereiro de 1932 em Kansas, caçula de uma família abastada da cidade, que tinha uma companhia de seguros. Aos três anos de idade, Masten viu o patriarca da família morrer e os três herdeiros ganharam uma grande herança, mas que só estaria disponível a eles quando completassem 21 anos de idade. Muito magro e com a vista muito ruim, a ponto de usar óculos que os amigos diziam ter lentes mais grossas que uma garrafa de Coca-Cola, Masten estudou nas melhores escolas do Missouri, mas ele nunca completaria o último ano do colegial e aos 19 anos ele se casou com Luella Hewitt. Quando completou 18 anos Gregory comprou seu primeiro carro esportivo, no qual se apaixonou imediatamente e fez sua primeira corrida em novembro de 1952 com um Allard comprado do seu cunhado. Gregory abandonou ainda no começo da corrida, mas já mostrou um grande potencial e no começo de 1953 ele já participava da tradicional 12 Horas de Sebring, utilizando um Jaguar Tipo C. Era apenas sua segunda corrida e na terceira, Gregory conquistava sua primeira vitória. Seria o início de uma carreira brilhante nas corridas americanas de carros esporte.

Ao final de 1953, com apenas 21 anos de idade, Masten Gregory era considerado um dos principais pilotos americanos e isso o fez receber uma proposta para participar de sua primeira corrida internacional, no início de 1954, nos 1000 km de Buenos Aires. Especialista em Carros Esporte, Gregory correu pela primeira vez na Europa em 1954 e no ano seguinte fez sua estréia nas 24 Horas de Le Mans, correndo com uma Ferrari ao lado de Mike Sparken. Vitorioso nos carros de turismo, faltava a Gregory a chance de disputar uma prova com os grandes pilotos da época, na Formula 1. E ela veio em 1957. Masten foi convidado a voltar a Buenos Aires em janeiro daquele ano e mesmo sem ter um carro oficial, o americano venceu a prova com uma grande vantagem, chamando a atenção da equipe italiana Centro-Sud, que participava da F1 com uma Maserati 250F particular. E Gregory faria uma estréia de sonho, levando a pequena equipe a um improvável pódio em Mônaco, com Masten ainda sendo o primeiro americano a marcar pontos na F1. De forma extra-oficial. Como as 500 Milhas de Indianápolis fazia parte do calendário da F1 nos primeiros anos da categoria, pilotos americanos marcavam pontos na F1 sem eles mesmos saber que ‘participavam’ de um Campeonato Mundial. Masten Gregory foi o primeiro americano a ir à Europa e correr contra as feras da F1, conseguindo fazer frente a eles. Ainda em 1957, Gregory faria outras três corridas, com destaque para dois 4º lugares em Pescara e no Grande Prêmio da Itália. Apenas em sua estréia, correndo contra equipe de fábrica como Ferrari, Maserati e Vanwall, Gregory terminou o campeonato em sexto lugar. E participando apenas da metade das corridas!

Porém, Masten Gregory sofreria um baque enorme ainda no começo de 1958 quando ele sofre um sério acidente numa corrida de Sports Cars em Silverstone, ficando alguns dias no hospital e prejudicando sua temporada na F1, onde participou de algumas corridas sem muito sucesso. Contudo, as boas exibições de Masten Gregory não foram esquecidas e para 1959 ele conseguiu pela primeira vez um bom cockpit como piloto oficial da Cooper, ao lado de Jack Brabham e Bruce McLaren. O pequeno carro de John Cooper revolucionaria a F1 com seu minúsculo motor traseiro que daria o primeiro título a Brabham. Gregory mostraria sua agressividade habitual, conquistando um terceiro lugar no Grande Prêmio da Holanda e um segundo em Portugal, mas um acidente numa corrida em Goodwood, com um Jaguar, o deixou de fora das duas corridas finais do campeonato. Porém, mesmo com os bons resultados, Gregory se indispôs com John Cooper no final de 1958 e ele estava fora da equipe. Conta a lenda que Masten só foi demitido por que ele era mais rápido do que Brabham e Bruce McLaren, mas como o australiano era muito amigo de Cooper, ele ficou na equipe. E Gregory não. Esse episódio praticamente acabou com a carreira de Gregory na F1, pois o americano não participaria mais de nenhuma equipe de fábrica, tendo que se conformar com equipamentos inferiores ou de segunda mão. Masten Gregory participou de corridas de F1 até 1965, quando fez sua última prova com um cartel de 38 corridas, 3 pódios e 21 pontos.

Muito se fala que Gregory tinha o talento suficiente para se tornar o primeiro americano a se tornar Campeão Mundial de F1, mas como ele não conseguiu outra equipe de fábrica após sua conturbada passagem pela Cooper, ele se desmotivou e passou a focar mais na sua antiga paixão, os Carros Esporte. Durante as 24 Horas de Le Mans de 1960, Gregory marcou a melhor volta daquela edição com Maserati Birdcage T61, sendo o primeiro americano a fazê-lo. Em 1961 ele venceu os 1000 km de Nürburgring com sua Maserati ao lado de Lloyd Casner e quando a Ford iniciou sua famosa aparição em Le Mans, Gregory foi um dos primeiros pilotos a competir com os carros americanos. Em 1964 Gregory alinhou um mítico Ford GT 40 com Richie Ginther, mas acabou abandonando apenas na quinta hora. Então, no ano seguinte, Masten Gregory é chamado pela NART (North American Racing Team) para participar da corrida em Le Mans com uma Ferrari 275 LM ao lado do promissor austríaco Jochen Rindt. A Ford investia ainda mais forte para conseguir derrotar a Ferrari e a própria montadora italiana tinha sua equipe oficial para fazer frente aos americanos. Conta a lenda que Gregory, sabedor que não tinha chance de vencer em condições normais, combinou com Rindt para andarem o mais forte possível, apenas para se divertirem e liderarem o maior tempo possível. Com os times oficiais de Ford e Ferrari se resguardando a maior parte do tempo para não destruírem seus carros na maratona francesa, a dupla Gregory/Rindt andaria na frente o mais forte possível para ver no que daria. Realmente o ritmo da Ferrari da NART era alucinante e poucos acreditavam que os dois chegariam ao fim. Só que o tempo foi passando e nada da Ferrari 275 LM quebrar. De forma surpreendente, Masten Gregory e Jochen Rindt conseguiram se segurar na frente e conseguiram a improvável vitória na França.


Essa foi a principal vitória na carreira de Gregory. Além de dar a primeira vitória da Goodyear em Le Mans, Masten também conseguiu a última vitória da Ferrari em Sarthe, marcando seu nome definitivamente na história do automobilismo. Ainda em 1965 Gregory participou de sua única edição nas 500 Milhas de Indianápolis, fazendo uma boa prova até abandonar. Depois da vitória em Le Mans, Masten participaria apenas de corridas eventuais, correndo em carros famosos como o Porsche 908 e o Alfa Romeo T33/3. Porém, quando seu amigo Jô Bonnier morreu em 1972 na edição das 24 Horas de Le Mans, Gregory resolveu abandonar as pistas definitivamente. Os parcos resultados na F1 não mostraram o real talento de Masten Gregory, mas seu estilo ousado e agressivo o fez entrar na história do automobilismo, a ponto de muitos pensarem que ele acabaria se matando numa pista de corrida. Porém, essas mesmas pessoas que achavam Gregory não viveria até os 30 anos (até mesmo o americano duvidava disso...), diziam que ele era uma talento excepcional. Contudo, ao contrário das previsões, Masten Gregory viveu o bastante para morrer aos 53 anos de idade, no dia 8 de novembro de 1985, de um ataque do coração enquanto dormia, na Itália. Muito respeitado, como merece ser todo grande piloto. 

Pirotecnia colombiana

Sempre que perguntam se Montoya sente falta da F1, ele fala que gosta muito mais da Nascar, que sente mais a vontade por lá. Contudo, esse não será um momento inesquecível do colombiano...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

F1 2011

A F1 já aquece seus motores para 2012, porém, vale a pena relembrar os bons (poucos) momentos de 2011.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

W03

Mesmo a Mercedes não tendo vencido o campeonato do ano passado, a apresentação da equipe germânica era uma das mais esperadas nessa pré-temporada 2012. Como a Mercedes atrasou sua apresentação, muitos pensaram que haveria uma novidade por aí, mas o carro alemão não apresentou grandes mudanças ao já apresentado pelas equipes na primeira leva de apresentações. Contudo, a expectativa sobre a Mercedes continua grande.

Já em sua terceira temporada, a Mercedes precisa urgentemente mostrar serviço e outro quarto lugar não serviria para Norbert Haug e Ross Brawn mostrar aos acionistas da Mercedes o grande investimento por eles feito na equipe, num momento de grande crise econômica. Para os os pilotos, a pressão também não é menor. Michael Schumacher, claramente o primeiro piloto apesar dos resultados em sua volta, necessita provar que sua volta da aposentadoria não foi apenas para se divertir e os bons resultados de Kimi Raikkonen, que como ele passou três anos fora da F1, podem aumentar ainda mais a pressão no heptacampeão. Já Nico Rosberg começa a ter o mesmo tabu que incomodou bastante Rubens Barrichello, quando a primeira vitória teimosamente não vinha e o alemão já passou da contagem centenária de corridas e desde 2010 numa equipe de potencial. Já está ficando chato para o jovem alemão...

Com tudo isso, a pressão em cima da Mercedes será enorme em todos os seus integrantes e será imperativo para eles conseguir um resultado de relevo em 2012 para eles não se tornarem mais uma vítima da implacável crise econômica européia. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O anjo voador


Houve um tempo em que as pequenas motos do Mundial de Motovelocidade não eram apenas categorias de passagem, como hoje em dia. Um piloto poderia ficar anos numa categoria menor, como 50cc ou 125cc. E um dos maiores pilotos de todos os tempos do motociclismo dominou as categorias menores por quinze anos: Angel Nieto. Esse espanhol de apenas 1,55m de altura soube utilizar como ninguém essas pequenas motos rumo ao estrelato, conquistando 13 (ou 12+1) títulos mundiais nas categorias 50 e 125cc, sendo o primeiro ídolo espanhol na motovelocidade e entrando no rol dos grandes vencedores, superando apenas pelas lendas Giacomo Agostini e Valentino Rossi em número de vitórias. Tendo completado 65 anos recentemente, vamos olhar um pouco da carreira desse anjo da velocidade.

Angel Nieto Roldán nasceu no dia 25 de janeiro de 1947 em Zamora, na Espanha e desde muito cedo ele se interessou pela motovelocidade. Ajudado pela sua diminuta estatura, Nieto se firmava nas categorias menores do motociclismo espanhol e ele participa da sua primeira corrida no Mundial na categoria 50cc em 1964, no Grande Prêmio da Espanha. Inaugurada apenas dois anos antes, a 50cc era praticamente uma mobilete na aparência, com pneus extremamente finos, mas chegando a atingir os 200 km/h. Nieto parecia ser feito sob medida para essas motos de apenas quinze cavalos, pois com 1,55m de altura, ele podia se esconder bem debaixo da carenagem de sua Derbi, sua primeira moto. Na Espanha, Nieto já dominava o cenário do motociclismo local vencendo não apenas as categorias menores, como 50cc e 125cc, mas também em motos maiores, como 250cc e a gigante 500cc. Até 1966, Nieto só participava do Grande Prêmio da Espanha no Mundial, mas a Derbi, que o tinha o piloto principal, o inscreveu para mais corridas em 1967 e Nieto conquista seu primeiro pódio na Holanda com um segundo lugar, terminando o campeonato em quarto lugar. Mesmo ficando de fora de duas etapas...

No final da década de 60 a Suzuki dominava as 50cc graças ao rumoroso caso de Ernst Degner, alemão oriental que roubou uma moto da também comunista MZ e pediu asilo político em 1964 no Japão. Degner vendeu o projeto revolucionário da MZ a Suzuki e com ela os japoneses dominavam o cenário da menor das categorias do Mundial de Motovelocidade. A Derbi ainda corria atrás da Suzuki e em 1968 o time espanhol perde mais uma vez para a Suzuki, com Nieto participando de apenas duas corridas, mas ainda assim garantindo um ótimo quarto lugar no Mundial graças aos seus bons resultados. Porém, a Suzuki abandona as 50cc em 1969 e a Derbi teria como maior adversário a alemã Kreidler, que também crescia a olhos vistos. Nieto teve que enfrentar os holandeses Aalt Toersen e Jan de Vries e ao longo de uma temporada emocionante, onde o espanhol conseguiu sua primeira vitória no Mundial no Grande Prêmio da Alemanha Oriental em Sachsenring, Nieto conquistou seu primeiro título com diferença de apenas um ponto sobre Toersen. Era também o primeiro título da Derbi, fazendo com que Nieto se tornasse um ídolo nacional na Espanha. No ano seguinte, Nieto domina por completo as 50cc com cinco vitórias. Ainda em 1970 Angel faz sua estréia no Mundial das 125cc com a sua Derbi e não decepciona, ficando com o vice-campeonato com as mesmas quatro vitórias do campeão, o alemão Dieter Braun, da Suzuki. Para 1971, Nieto decide se dedicar mais à 125cc e teria como maior adversário um jovem inglês com pinta de galã, chamado Barry Sheene, a bordo de uma Suzuki. Nieto e Sheene dominaram o campeonato por inteiro, com o inglês sendo líder até a penúltima etapa, mas Nieto vence a última corrida, em casa, no circuito de Jarama, garantindo seu primeiro título nas 125cc, assim também da Derbi na categoria. Sheene, que mais tarde seria bicampeão mundial das 500cc e celebrado como uma das maiores estrelas do Mundial de Motovelocidade em todos os tempos, diria mais tarde que Angel Nieto foi um dos seus adversários mais duros que já enfrentou nas pistas. Já nas 50cc, a Kreidler dava a volta por cima e derrota Nieto e a Derbi com Jan de Vries.

Para 1972, Nieto teria como grandes adversários Gilberto Parlotti (125cc) e Jan de Vries (50cc), os derrotando de forma distinta e dramática. Com Parlotti, uma grande promessa italiana, a disputa vinha sendo dura, até o italiano sofrer um acidente falta durante o TT da Ilha de Man, fazendo com que Nieto conquistasse o bicampeonato das 125cc com facilidade. Já nas 50cc, Nieto e De Vries dominam o campeonato por completo e no final, os dois pilotos empatam em pontos e em vitórias. Como já havia acontecido em 1968 na famosa história entre Phil Read e Billy Ivy, a pendenga seria decidida no terceiro critério de desempate, que era a soma de tempos em todas as corridas. E Nieto superou seu rival por ínfimos 21,32s! Nieto conquistava seu quinto título e a primeira e única dobradinha, mas o crescimento da Kreidler parecia inexpugnável e a fábrica alemã acabaria por dominar nos próximos anos, com Jan de Vries sendo campeão em 1973 e o holandês Henk van Kessel ficando com o título em 1974. Já nas 125cc, era a Yamaha que dominava com o sueco Kent Andersson, ficando com o bi 1973/74. Em todos esses anos Nieto ficou sempre na briga pelo título, conquistando o vice ou o 3º lugar. Ninguém duvidava que Nieto era o melhor piloto das categorias menores do mundial e como a Kreidler era a melhor moto do momento, Angel deixou a Derbi e foi para a equipe alemã em 1975, onde o espanhol conquistou seu quarto título mundial nas 50cc, enquanto utilizava a Kreidler nas 125cc, o espanhol ficou com o vice-campeonato, sendo derrotado pela Morbidelli do italiano Paolo Pileri.

Muito patriota Nieto retorna a uma equipe espanhola em 1976, mas para a Bultaco, onde conquista mais um título nas 50cc. E outro vice nas 125cc, novamente derrotado por Pileri. Angel já preparava uma espécie de sucessor na figura de Ricardo Tormo e o treinava para tal. Angel Nieto conquistava seu sexto título nas 50cc em 1977, mas era derrotado novamente pela Morbidelli nas 125cc. Infelizmente a Bultaco passava por problemas financeiros e em 1978 ele troca de equipe no meio da temporada, saindo da equipe espanhola para a italiana Minarelli, conquistando quatro vitórias consecutivas, mas tendo que se conformar com o vice-campeonato. Nas 50cc, Tormo, seu discípulo, conquista seu primeiro título mundial. A Minarelli se mostrava uma moto dominadora nas 125cc e Nieto, melhor piloto de então, conquista o campeonato de 1979 com oito vitórias em treze corridas do calendário. Após um 1980 claudicante, Nieto tem seus melhores anos nas temporadas seguintes, conquistando quatro títulos seguidos nas 125cc numa impressionante sequencia de 26 vitórias em 43 corridas, significando um aproveitamento assombroso de 60% de vitórias!


Angel Nieto já era uma lenda viva no Mundial de Motovelocidade, com seu desempenho não diminuindo mesmo com o passar dos anos, porém um pequeno acidente no final de 1984 faz com que o espanhol adiantasse suas férias. E também o seu breve declínio. Nieto participa de apenas algumas corridas em 1985 da recém-inaugurada 80cc, em substituição a 50cc, e na França o espanhol consegue sua 90º e última vitória no Mundial de Motovelocidade. Aos 39 anos de idade, Angel Nieto participa de sua última temporada no Mundial em 1986, terminando apenas em 7º lugar. A diferença entre sua primeira e última corrida no mundial foi de incríveis 22 anos, onde Nieto viu vários pilotos surgirem, desaparecerem, serem campeões, mas, principalmente, sendo derrotados por esse espanhol de números assombrosos. Em 186 largadas, Nieto consegue 90 vitórias, sendo 27 na 50cc, uma na 80cc e 62 na 125cc. Foram 139 pódios, 16 poles, 63 voltas mais rápidas e treze títulos mundiais ( 50[1969,70,72,75 e 77] e 125[1971,72,79,81,82,83, e 84]). Ou ‘12+1’, como gostava de dizer Nieto. Extremamente supersticioso, conta a lenda que Nieto deixou de correr certa vez quando viu um gato preto um pouco antes da largada. Após sua aposentadoria, Nieto passou a ajudar jovens pilotos espanhóis a obter sucesso no Mundial, inclusive seu filho, Angel Nieto Jr, e seu sobrinho, este com mais sucesso, Fonsi Nieto. Extremamente respeitado na Espanha, hoje Nieto é comentarista da TV espanhola do Mundial de Motovelocidade e quando Valentino Rossi igualou o número de vitórias de Nieto no Grande Prêmio da França de 2008, Vale prestou uma merecida homenagem ao espanhol, fazendo com que Nieto andasse em sua Yamaha M1. Uma prova do respeito por qual esse histórico espanhol conquistou em mais de vinte anos nas corridas em todo mundo.

Parabéns!
Angel Nieto

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Poderemos ser eles, amanhã...

A demissão de Jarno Trulli por parte da Caterham nesta sexta-feira não surpreendeu ninguém e o piloto italiano fazia figuração faz tempo, sendo uma caricatura do piloto promissor que surgiu quinze anos atrás e se tornou um errante dentro da F1.

Não vou destacar a entrada de Vitaly Petrov no lugar de Trulli, claramente com o dinheiro influenciando decisivamente no assunto, como aconteceu em outros casos nesse início de temporada, mas a saída de Jarno representa, momentaneamente, a saída da Itália na lista de pilotos da F1. Desde 1950 havia pelo menos um italiano em pelos menos uma corrida na F1 e 2012 será a primeira vez que apenas Ferrari e Toro Rosso representará a Itália.

Isso serve de alerta para o Brasil. Felipe Massa está com um pé fora da Ferrari e se repetir o desastroso 2011, dificilmente conseguirá uma equipe decente em 2013. Bruno Senna terá que provar que não é apenas o sobrinho de Ayrton Senna e o novo queridinho de Eike Batista, dono de uma grande fortuna. Essa semana Luís Nasr foi anunciado como piloto da DAMS, atual campeã da GP2, nessa temporada. E o horizonte de outros pilotos brasileiros na F1 é estreito, com o automobilismo brasileiro se resumindo ao faz-de-conta da Stock Car e a Truck, categoria que não revela ninguém.

Se a Itália, que tem tradição e a força da Ferrari, ficou sem nenhum representante em 2012 na F1 e dificilmente terá num curto espaço de tempo, o que dirá com o Brasil e seu presente nebuloso? Por sinal, bem parecido com o italiano...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Novidade?

Para quem pensa que Patrick Head só sabia copiar muito bem os carros dos rivais, esse Williams de 1985 mostra que o projetista inglês também previa a moda vinte e sete anos antes. Ou não acham o bico-degrau de Keke Rosberg parecido com os F1s atuais?