sábado, 18 de janeiro de 2014

Ordens de equipe

Ah... ordens de equipe...

Essas três palavrinhas que causam tanto terror para quem gosta de automobilismo deu as caras novamente no Rally Dakar deste ano. A equipe Mini tem o melhor carro, equipe e pilotos do Rally Dakar 2014 e sem nenhuma surpresa, dominou o Dakar (sul-americano) deste ano. Porém, o espanhol Nani Roma, líder durante esta última semana, via a aproximação inapelável da lenda Stéphane Peterhansel, maior piloto de todos os tempos do off-road. O francês não teve um começo de rali muito auspicioso e imprimia um ritmo forte para tentar seu 12º triunfo no Dakar. Para quem não lembra, Nani Roma venceu o Dakar nas motos quando o rali ainda era na África em 2004, após várias tentativas frustradas. Inclusive, houve um ano que Roma teve um colapso nervoso numa das etapas finais quando percebeu que o Dakar lhe escorria pelas mãos novamente.

Com os três primeiros colocados garantidos, a Mini resolveu que a espetacular recuperação de Peterhansel, menos de três minutos atrás do companheiro de equipe no início do penúltimo dia, estava se tornando perigosa demais para os interesses da equipe. E solicitou encarecidamente a Peterhansel que tirasse o pé, o mesmo fazendo Roma. O francês ficou furioso. Liderando a volta da Peugeot ao Dakar nos próximos anos, Peterhansel se aproveitou de problemas de Roma no penúltimo dia e superou o espanhol, assumindo a ponta do Dakar. Porém, quem teve problemas (?) nesse último dia foi Peterhansel e Roma conseguiu uma emocionante virada, conquistando seu primeiro Dakar nos carros e fazendo a vontade da Mini.

Não foi a primeira vez que o Dakar foi decidido por ordens de equipe e em 1989 a disputa entre Jacky Ickx e Ari Vatanen foi decidida num cara-ou-coroa orquestrado pelo então diretor da Peugeot, Jean Todt. Vatanen venceu a disputa na moeda e Ickx, só para arengar, como se diz nessas bandas alencarinas, disparou na última especial, tirou a diferença para Vatanen e parou seu Peugeot nos metros finais para dar a vitória para o finlandês e obedecer o que queria a Peugeot na época.

Se o que Peterhansel teve em seu Mini foi um problema mecânico ou de estratégia no último dia de rali  Dakar permanecerá um mistério, mas o que estará nos livros é que Nani Roma venceu com o signo da velha polêmica das ordens de equipe. Os pilotos devem considera-las ou ignora-las? As equipes devem usa-las ou não? Essa discussão, não importando a categoria, nunca terminará.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Liga da negação

Estava assistindo agora há pouco um documentário bastante interessante e elucidativo chamado 'Liga da Negação'. Para quem não sabe, além de esporte a motor e futebol, também acompanho e curto bastante o futebol americano, para mim, o esporte coletivo onde a estratégia é parte mais significante de um jogo, onde uma escolha certa ou errada pode definir uma partida, além do jogo ser tão centrado no Quarterback, que um atleta bom ou nem tanto dessa posição realmente pode fazer a diferença. Claro que que trata de um esporte violento, mesmo com tanto QI sendo gasto para vencer uma partida. Imagine você ser atingido por uma montanha de músculos de 140 kg. Deve doer bastante...

O documentário retrata um problema que a NFL está lidando com as concussões que acontecem durante um jogo, um campeonato e numa carreira dos seus atletas. Problemas crônicos no cérebro fizeram com que alguns ex-atletas da NFL tivessem aposentadorias problemáticas e mortes mais cedo do que o comum. Isso o documentário fala com exatidão e contra fatos, não há muitos argumentos, apesar de que esteroides, drogas e álcool seja bem corriqueiro na vida dos jogadores da NFL.

Porém, este não é cerne da questão. Poucos dias atrás, apareceu uma pesquisa mostrando que a ESPN lidera as tardes e noites de domingo em canais fechados muito por causa de sua vasta transmissão da NFL. Será coincidência este documentário ter passado no SporTV, braço esportivo da Globo e principal rival da ESPN? Não acredito. Mesmo o futebol americano ser um esporte violento e não há como negar isso, a Globo e a própria SporTV transmite um esporte tão ou mais violento com grande destaque: o MMA. Mesmo a imagem da perna deformada de Anderson Silva ser impressionante, será que esses mesmos problemas que estão acometendo os ex-atletas da NFL não podem atingir essas mesmas estrelas do MMA?

Um tackle bem dado na NFL não teria um efeito bem parecido com os socos levados na cabeça pelos gladiadores do MMA? No final do documentário, especialistas falaram que o 'futebol americano é um esporte de risco' e 'não recomendaria ninguém praticar'. Será que foi bonito para a Globo mostrar o replay de Anderson Silva quebrando a perna? Será que Anderson terá uma vida normal após esse trauma? Será que o SporTV passará um documentário sobre os efeitos de anos de lutas e pancadas na cabeça dos lutadores do 'queridinho da grade' MMA? Acho que a resposta é uma grande negação.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Que pena!

Se tinha um cara que parecia ser gente boa no paddock da F1, este era John Button, pai de Jenson. Prestes a completar 34 anos, infelizmente Jenson Button não terá a companhia do seu pai, encontrado morto essa manhã. Uma pena...

sábado, 11 de janeiro de 2014

Devagar e sempre

Max Chilton começou sua carreira na F1 batendo um recorde. Algo louvável. Porém, o jovem inglês conseguiu a façanha na base do 'devagar e sempre'. Chilton completou todas as dezenove provas de sua temporada de estreia, um feito que deve ser relativizado pela enorme confiabilidade que a F1 ganhou nos últimos dez anos. Porém, Max teve seu mérito em levar seu problemático Marussia ao fim de todas as provas em 2013 e até mesmo merecia outra chance na forma de uma segunda temporada na F1. Porém, a confirmação de Chilton na Marussia em 2014 ao lado de Jules Bianchi tem mais a ver com a empresa de sua família, que investe pesado em Max do que pelo talento (pouco) ou o recorde conquistar pelo então novato. A F1 está cada dia mais estranha...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Choro

Apesar de 99% do charme do Rally Dakar ter se perdido quando o rali saiu da África (e deixar de chegar em... Dakar!), ainda é enorme a o prestígio da prova, que hoje ocorre na América do Sul, mas especificamente na Argentina. É uma prova única, onde os pilotos e equipes se preparam durante um ano para quinze dias de muita ação. Por isso, é frustrante quando um piloto, como o português Paulo Gonçalves, vê sua moto pegar fogo ainda nos primeiros dias de disputa. É de chorar...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Que pena...

Num ano que começou pesado, com os sérios problemas de saúde de Michael Schumacher e a incógnita de como o alemão sairá dessa, esse começo de 2014 ainda reservou a perda de Brian Hart, engenheiro inglês que produziu por quase duas décadas motores para a F1 de forma independente, com graus variados de sucesso, mas sempre limitado pelo pouco orçamento que dispunha. Bastante conceituado no paddock da F1, Hart entrou para a história como um engenheiro que sempre usou a inteligência para passar pelos obstáculos da F1 moderna, mas que sucumbiu aos 77 anos ontem, na Inglaterra. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O 307º GP

Ainda remoendo a tristeza que foi 2013, ainda mais que minha família foi abatida por uma tragédia na última segunda-feira, nada falei sobre Schumacher e o seu terrível acidente. 

Como este blog não é de notícias, não ficarei dando updates sobre o estado de saúde do alemão, para mim, o segundo maior piloto da F1, atrás somente de Fangio. 

Somente torcerei e acompanharei para que Michael Schumacher consiga a sua 92º vitória em seu 307º GP, o mais difícil deles todos.