segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

MVR-02


A Virgin começou sua participação na F1 de forma arrebatadora, vencendo o campeonato de 2009 em parceria com a Brawn GP. Animado com o título, sir Richard Branson resolveu fazer uma equipe toda sua, começando praticamente do zero. Aí, ele viu que o buraco é mais embaixo. Sem estrutura, sem túnel de vento e, principalmente, sem experiência, a Virgin, nome do império de negócios de Branson, naufragou em 2010, perdendo no Mundial de Construtores até mesmo para a Hispania, mesmo tendo um carro mais veloz.

Já pensando em não perder mais dinheiro, Branson vendeu parte do seu time a uma montadora russa chamada Marussia e aos poucos vai se livrando do barco, mas a expectativa é melhor para 2011. Com mais experiência e um projeto menos arcaico, a Marussia Virgin mostrou seu novo carro hoje, mas com a notícia totalmente obscurecida pelas notícias do estado de saúde de Kubica.

O time teve uma mudança entre os pilotos, com a saída de Lucas di Grassi que, venhamos e convenhamos, não fez nada de excepcional ano passado e trouxe o endinheirado Jerome D'Ambrosio, uma belga de passagem apagada na GP2. Glock permanece liderando a equipe, mas já é um dos especulados para o lugar vago na Renault, o que seria muito ruim para a Virgin. De resto, o time tende a evoluir neste ano, pois tem mais carro e grana (russa) do que a Hispania.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Força Kubica


Sempre quando acontece algo desse tipo, espero o último momento para escrever, afinal, as notícias iniciais são sempre desencontradas e a maioria das vezes pessimistas e alarmantes. Enquanto almoçava na minha tia, soube que um piloto de F1 estava prestes a perder uma mão por causa de um acidente. Aproveitando a tecnologia, saquei meu celular e procurei por notícias. Realmente havia um piloto seriamente acidentado e ele é Robert Kubica. Mas sua mão estava a salvo, graças a Deus!

Porém, ao final de uma longa e complicada operação em seu membro afetado, a F1 foi abalada pela notícia de que dificilmente Robert Kubica, um dos melhores pilotos de 2010, estará participando desta temporada e sua carreira ainda corre sério risco. Desde a morte de Stefan Bellof numa corrida de protótipos em 1985, é raro ver pilotos de F1 participando de outras categorias por motivos de segurança, pois eles estariam arriscando sua integridade física em outros tipos de corridas. Amante dos rallys, Robert Kubica tinha uma cláusula em seu contrato com a Renault o liberando para participar de alguns eventos, como o de hoje na Itália. A bordo de um Skoda Fabia, Kubica se acidentou e ainda ficou preso nas ferragens por mais de uma hora, ironicamente, no muro de uma igreja.

Devem ter sido momentos angustiantes para Kubica, onde a forte dor em suas múltiplas fraturas nos membros do lado direito devem ter feito o polonês também pensar, inconscientemente, em como sua carreira estava ameaçada. E infelizmente está! A previsão inicial é de um tratamento de um ano. Isso, se sua mão voltar a 'funcionar' como antes. Desde a morte de Ayrton Senna a F1 não recebia uma notícia tão devastadora sobre a condição de um piloto de ponta (e o possível substituto de Kubica deverá ser Bruno Senna), mas no momento só podemos orar para que Robert Kubica tenha uma recuperação plena e tenha uma vida, dentro ou fora das pistas, o mais normal possível.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

MP4-26


Das equipes que brigaram pelo campeonato 2010, faltava apenas a McLaren apresentar suas armas para esta temporada. Faltava. Os prateados deram uma de Red Bull e mostraram um carro inovador visualmente, saindo bastante da mesmice dos últimos anos de todas as equipes. A lateral em L chamou bastante a atenção, além da apresentação temática em Berlin.

Apesar de ter perdido o apoio da Mercedes, a McLaren continuou bastante forte em 2010 e sua dupla de pilotos é uma das mais sólidas e equilibradas do grid. Há a impetuosidade de Hamilton e a inteligência tática de Button. Ambos campeões e sem registros de conflitos. Ano passado o time perdeu o campeonato por dois erros cruciais de Hamilton no final do certame e a falta de afeição de Button com os pneus durante a Classificação, fazendo com que o inglês não largasse em boas posições na maioria das provas. Segundo Button, o novo carro foi contruído para melhorar essa falha, em parceria com os novos pneus Pirelli. Já Hamilton entra em sua quinta temporada e está mais do que na hora do jovem domar seu enorme talento e velocidade, traduzindo isso em uma eficiência maior ao longo do ano. Quando Hamilton conseguir isso e tiver um bom carro, será praticamente imbatível.

Com uma dupla de pilotos forte e um carro inovador, a McLaren poderá ser tranquilamente o terceiro fator na F1 2011 juntamente com Red Bull e Ferrari. E que o campeonato desse ano seja tão espetacular como o que passou!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

FW33


A Quatro Rodas de 1980 dedica o sucesso da equipe do 'folclórico' Frank Williams naquele ano ao farto dinheiro árabe. Pois é a falta de dinheiro que fez a tradicional equipe Williams estar no limbo a tantos anos e somente um 'árabe' como o que fez o time conseguir sucesso 30 anos atrás para fazer o time inglês voltar aos dias dourados. O carro todo azul, praticamente sem patrocínios, é o claro indício que a coisa ainda feia para a Williams e os tempos de glória demorarão ainda um pouco para voltar.

Rubens Barrichello é a esperança de fazer o time ter uma carga técnica no desenvolvimento do carro e uma pilotagem madura (literalmente!) e consistente. Para manter o decano, Williams teve que vender a segunda vaga o time para os dólares ditatorias-bolivarianos de Pastor Maldonado. Ter um piloto que tenha acabado de conquistar a GP2 não chegar ser tão ruim, como foi o caso de Nico Hulkenberg ano passado, mas o venezuelano carrega enormes desconfianças mesmo com a conquista de forma avassaladora da categoria de base em 2010. Não restam dúvidas que foram os dólares e não o talento que fez Maldonado entrar na F1.

Se antes a Williams era uma equipe forte e um ponto de referência, hoje é um time apenas simpático, com dois pilotos sul-americanos com trajetórias distintas. Quem te viu, quem te vê!

W02


Esse foi o segredo mais indiscreto desse início de ano. Desde domingo rolavam fotos do novo carro da Mercedes. Levando-se em conta o surpreendente título de Jenson Button em 2009, ano passado foi trágico para o time que comprou a Brawn e tinha infinitamente mais recursos que o time feito às pressas por Ross Brawn dois anos atrás. Como o engenheiro inglês tem experiência de sobra para ser campeão, a Mercedes tem dinheiro e um ótimo motor, não restam dúvidas de que o time tem todas as chances de brigar pelo título, expectativa, por sinal, que o time tinha no início de 2010.

Porém, isso passará pela dupla germânica da equipe. Michael Schumacher foi um fenômeno em seu tempo, mas ter saído de sua aposentadoria e enfrentar os novos leões da categoria tem se mostrado uma perda de tempo do heptacampeão. Não faltaram desculpas pelo pífio desempenho do multi-campeão: pneus, falta de ritmo, simulador... Com uma temporada a mais em sua volta, talvez Schummy não tenha tantas desculpas para mais um ano ruim, mas muitos se esquecem que o fiasco schumacheriano ficou mais claro com o grande desempenho de Nico Rosberg ao longo do ano. O ainda jovem piloto tedesco está cada ano melhor e não restam dúvidas que crescerá ainda mais este ano. Para desespero de Schumacher...

STR6


Logo após a matriz, foi a vez da filial. Depois da Red Bull mostrar ao mundo o carro que tentará conquistar o bicampeonato, a segunda equipe da Red Bull mostrou seu simples carro na pespectiva de melhorar o pífio desempenho de 2010. Os jovens pilotos da equipe não fizeram uma temporada marcante e já começam a ser pressionados pela cúpula da Red Bull, que apenas mantém a Toro Rosso como uma escola preparatória para a matriz, assim como ocorreu com Vettel em 2008.

Talvez a forte comparação com Vettel esteja atrapalhando Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari. A dupla mais jovem da F1 não são fora-de-séries, mas também não são dois pérrapados que podem ser demitidos a qualquer momento por deficiência técnica. Pois isso pode acontecer com os dois pilotos, que já vêem até mesmo seus substitutos sendo preparados pela Red Bull: Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, os últimos campeões ingleses de F3.

Para evitar o desemprego, Buemi e Alguersuari tem que se desdobrar com um carro sem maiores inovações e que não tem mais a tranquilidade de ter um Adryan Newey projetando o carro através da RBT. Situação difícil para os dois jovens...

RB7


É a primeira vez que a Red Bull começará um campeonato com essa pressão: o de time a ser batido. Pois o time mais energético do grid, que venceu ambos os títulos em 2010 com o melhor carro da temporada, mostrou o sucessor do rápido RB6, que proporcionou a Sebastian Vettel se tornar o mais jovem Campeão Mundial da história da F1 e permitiu Mark Webber brigar pelo campeonato até as últimas corridas, vendo ressurgir sua carreira, se tornando um piloto de ponta tardiamente aos 34 anos de idade.

E esse pode ser o problema do time. A Red Bull sofreu imensamente com a briga entre seus dois pilotos ao longo de todo ano, fazendo até mesmo que o time perdesse corridas ganhas, como na Turquia. Restará Christian Horner segurar o rojão da sua explosiva dupla e garantir que Adryan Newey trabalhe tranquilamente e produza outro campeão em potencial.

Vettel deverá estar mais relaxado já que com apenas 23 anos, pode se gabar em ter um título de campeão de forma tão jovem. O alemão tem um talento incomum, mostrando velocidade ainda nas primeiras voltas dos treinos livres e conseguiu dez poles em 2010, mas sua falta de maturidade em certos momentos o fez passar perto de perder o título. Com uma reta final de campeonato impecável e mais relaxado, Vettel entrará como grande favorito este ano. Como todo companheiro de equipe, Mark Webber tentará fazer a vida do seu vizinho de box difícil, algo que lhe foi possível ano passado por erros estratégicos de Vettel, que será difícil de se repetir esse ano. Portanto, a vida de Webber deverá ser ainda mais complicada em 2011, lhe restando derrotar o companheiro de time por manobras de bastidores. Algo que pode prejudicar a equipe em geral.