Essa foto se deu durante o Rally do México, onde Thierry Neuville viu-se sem água no radiador. Para os apreciadores de uma loira gelada, o belga fez um sacrilégio!
terça-feira, 11 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Homenagem sem torcida
Sincera
e honestamente, não entendo nada dos desfiles das escolas de samba no Rio e
sequer assisto, pois acho muito chato. Porém, sempre vejo a apuração e quem
venceu hoje foi a Unidos da Tijuca, que homenageou Ayrton Senna, cuja morte
fará vinte anos no próximo feriado de primeiro de maio. Sincera e honestamente,
não torci a favor pela Tijuca enquanto as notas eram cantadas. Se o enredo fala
de velocidade, por que não falar dos outros campeões da F1? Meu falecido pai
ficava indignado quando se falava de Senna como um semideus e não falava nada
de Piquet. Se estivesse vivo, ele estaria reclamando até agora. Bom, como é uma
homenagem ao Senna, até entendo não falar nada de Piquet e Fittipaldi, mas o
que me incomodou mesmo foi uma frase do samba-enredo em que o 'Dick Vigarista'
é derrotado. Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que esse 'Dick' se
refere ao Schumacher (alguns falaram também no Prost). Poxa, o cara está
lutando pela vida lá na França e ainda assim ser chamado, mesmo que de forma
subliminar, de Dick Vigarista é, no mínimo,dispensável. Muita gente
aqui no Brasil vai dizer que o campeonato da Unidos da Tijuca foi a 42º vitória
de Ayrton Senna, mas torço mesmo pela 92º vitória de Michael Schumacher!
segunda-feira, 3 de março de 2014
Rumo à Melbourne
Nesse domingo de carnaval, a F1 encerrou sua pré-temporada no Bahrein com expectativa de uma temporada atípica e as duas primeiras corridas do ano (Austrália e Malásia) mais atípicas ainda. Alinhando dois gráficos, de tempos mais rápidos e quilometragem percorrida, é fácil apontar Mercedes e Williams como francas favoritas para daqui a duas semanas na Oceania, mas com carros tão complexos, é impossível cravar alguma coisa.
Com vasto investimento da Mercedes, parece que finalmente a equipe de fábrica da montadora poderá se sobressair com seus dois talentosos pilotos, mesmo com Hamilton e Rosberg ainda estarem desconfiados de problemas em seus carros, particularmente no câmbio. No entanto, há quem diga que a Mercedes ainda teria uma reserva de desempenho e se quisesse, poderia ter melhorado o melhor tempo desses oito dias de pré-temporada no Bahrein pertencentes a Felipe Massa, da Williams. Massa vive o sonho de que a Williams repita o conto de fadas da Brawn em 2009, quando a equipe que sucedeu a Honda vinha de uma temporada terrível e cheio de incertezas para conquistar o campeonato de forma surpreendente. Claro que a Williams não é nenhuma novata, mas vem de sua pior temporada na sua longa história e o futuro da tradicional equipe sempre é motivo de preocupação para quem acompanha da categoria. A troca dos motores Renault pelo Mercedes foi aposta certeira e com um bom carro, Massa poderá sim (e isso não nenhum desvaneio global) pensar em pódios ou até mesmo vitórias, pois no momento, a Williams não teve nenhum problema mais sério de confiabilidade e a velocidade, se está abaixo da Mercedes, não perde para mais ninguém.
Mesmo tendo andado bastante, Fernando Alonso se mostrou preocupado com a falta de desempenho da Ferrari. Os vermelhos não tiveram tantos problemas de confiabilidade, mas parece que os carros não tem o mesmo ritmo de Mercedes e Williams. Como Luca de Montezemolo já disse que outro vice é uma tragédia... A McLaren começou bem os testes em Jerez, mas ficaram um pouco abaixo da expectativa no Bahrein, sendo que Kevin Magnussen já anda no mesmo ritmo de Button. A Force India tende a ser a quarta força da Mercedes, mas como os clientes de Ferrari e Renault tiveram seus problemas, os pilotos da equipe hindu podem sonhar em marcar pontos. A Sauber pouco apareceu e parece sofrer do mesmo mal da Ferrari, enquanto a Marussia até mostrou alguma velocidade, mas até um vírus de computador atrapalhou o menor time da F1.
A declaração do diretor técnico da Lotus, dizendo que só com muita sorte receberá a bandeirada em Melbourne resume bem o drama não apenas da equipe aurinegra, mas de todos os clientes da Renault. Os franceses não repetiram o sucesso que ajudou a dar quatro títulos para a Red Bull e Sebastian Vettel e todos os seus clientes, principalmente a tetracampeã Red Bull, tiveram problemas com seu motor, que quando andava, sempre ficava com os piores tempos. Na Red Bull o problema chama mais atenção, além do fato que o projeto de Adryan Newey causou sérios problemas de superaquecimento do carro.
Daqui até a próxima quinzena, mais trabalho será feito nas doze fábricas dos times da F1 em 2014, mas sem outros testes até lá, os resultados desse esforço final veremos nos primeiros treinos livres para o Grande Prêmio da Austrália, onde veremos se a Mercedes surgirá como grande favorita para este ano e se a Red Bull terá que esperar por 2015 para voltar a fazer sucesso.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Danadinho
Alguns meses atrás Jeff Gordon participou de uma pegadinha onde o tetracampeão da Nascar interpretava um comportado comprador de carro, mas para desespero do vendedor, Gordon tirou tudo do carro em manobras radicais, onde o pobre gordinho se desesperava. Um jornalista chamado Travis Okulski duvidou da trama, dizendo que se travada de um fake. Olha o que Gordon e a Pepsi aprontaram com Okulski...
domingo, 23 de fevereiro de 2014
E agora Galvão?
Em 2013 Galvão Bueno cansou de criticar o mexicano Sergio Pérez dizendo que o jovem piloto de Guadalajara só estava na McLaren por causa dos poupudos patrocinadores mexicanos. Mesmo Pérez decepcionando, inclusive a mim, na McLaren, Whitmarsh também via talento em Sergio, mas por essas coisas no automobilismo, Pérez fracassou. Agora, em 2014, estou curioso de saber qual será a justificativa que o narrador global dará para a contratação de Felipe Nasr pela Williams, mesmo que só para terceiro piloto. Com muitos títulos nas categorias de base, dono de um estilo cerebral que me agrada bastante, Nasr só conseguiu essa vaga na Williams por causa dos seus rechonchudos patrocinadores brasileiro, principalmente do Banco do Brasil. E agora Galvão, Nasr entrou pelo talento ou pelo dinheiro?
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Bobby
Vindo de um dos clãs mais famosos do automobilismo americano, Bobby Unser conseguiu uma lista impressionante de realizações na história das corridas norte-americanas. Juntamente com seu irmão mais novo Al Sr, Bobby consolidou a família Unser numa das mais importantes do esporte a motor com três vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, dois títulos da USAC e incríveis treze conquistas na mítica Subida de Montanha em Pikes Peak. Bobby Unser se tornou um dos atletas mais populares de seu tempo com uma pilotagem agressiva e no limite, além de ter entrado em alguns 'Hall of Fame' nos Estados Unidos, se tornando um imortal. Completando 80 anos no dia de hoje, iremos conhecer a longa carreira de Bobby Unser.
Robert William Unser nasceu no dia 20 de fevereiro de 1934 em Colorado Springs, no estado de Colorado. A vida do pequeno Bobby sempre foi baseada em corridas e carros. Seu avô Louis Unser foi um mecânico e um dos percursores da Corrida de Montanha em Pikes Peak, na década de 1920, e que logo depois se tornaria uma tradição da família Unser com participações de vários membros, incluindo o pai de Bobby, Jerry Unser. Dois anos após o nascimento de Robert, o terceiro da família que já tinha os gêmeos Louie e Jerry Jr, Jerry Unser levou a família para Albuquerque, no Novo México, onde montou uma oficina de carros e um posto de combustível, sedimentando nos filhos o amor pelos carros. Em 1939 nasceria o último filho de Jerry, Alfred. Quando se tornaram adolescentes, os filhos de Jerry passaram a ajuda-lo na oficina, além de comprar um Ford Tipo A para aprender não apenas mecânica, mas também a correr com ele. A primeira corrida de Bobby Unser seria em 1949 numa prova de dirt-track, mas seu irmão mais velho, Jerry Jr já corria com algum sucesso nas pistas de terra batida do Novo México, Arizona e Colorado, incluindo aí a prova que a família Unser praticamente criou, a Pikes Peak. Porém, a tragédia se abateu na família quando Jerry Jr morreu nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis de 1959.
Aos 16 anos Bobby venceria sua primeira corrida, mas em 1953 ele resolve se alistar na Força Aérea dos Estados Unidos, uma decisão que mais tarde se arrependeria, pois os dois anos aquartelado praticamente o tirou das pistas. Em 1954 Bobby se casou com Barbara Schumaker, mas esse também seria o primeiro de seus três divórcios. 'Fui muito bem sucedido na minha vida nas corridas, mas minha vida familiar foi um fracasso', diria Bobby anos mais tarde. Após sair da Força Aérea, Bobby faz sua primeira prova em Pikes Peak em 1955, chegando em quinto lugar, logo atrás dos seus irmãos mais velhos. Porém, no ano seguinte Bobby venceria pela primeira vez na desafiadora prova no Colorado, no que seria o início de um recorde de treze conquistas, sendo seis consecutivas, entre 1958 e 1963, sendo interrompido pelo seu irmão caçula, Alfred. Quando Louie é diagnosticado com esclerose múltipla, ele passa a gerenciar a carreira dos dois irmãos mais novos que, mesmo nunca tendo brigado, sempre foram rivais, principalmente pela diferença de pilotagem entre eles, com Bobby sendo mais agressivo e emocional e Alfred, que ficaria mais conhecido como Al, mais cometido e racional. Mesmo fazendo muito sucesso nas pistas de terra, Bobby queria seguir os passos do irmão Jerry e em 1963 se torna um piloto profissional pela USAC. Correndo pela equipe de Andy Granatelli, Bobby faz sua primeira 500 Milhas de Indianápolis em 1963, abandonando no começo da edição daquele ano. Em 1964 Bobby Unser se envolve num sério acidente em Indianápolis que custou a vida Eddie Sachs e Dave McDonald. Sua primeira vitória na Indy seria apenas em 1967, em Mosport Park e no ano seguinte conquista o campeonato da USAC com apenas onze pontos de vantagem sobre Mario Andretti, que se tornaria um dos seus maiores rivais, além de conseguir o prêmio máximo do automobilismo americano, que é vencer as 500 Milhas de Indianápolis.
Ainda em 1968 Bobby Unser teve um pequeno contato com a F1 quando foi convidado pela equipe BRM a participar das corridas finais daquele ano. Na Itália e no México, Bobby chega a ser inscrito para essas provas, mas tendo compromissos nos Estados Unidos, ele só consegue estrear na F1 durante o Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Watkins Glen Durante os treinos, Bobby Unser sofre um sério acidente que lhe custou um tornozelo fraturado, mas mostrando toda a sua gana, Bobby participa da corrida, onde abandonou. O bom desempenho de Bobby chama a atenção dos dirigentes da BRM, mas Bobby nunca pensou seriamente em se mudar para a Europa. Nos anos seguintes, Bobby Unser sempre estaria no pelotão da frente do automobilismo americano, chegando em terceiro lugar no campeonato da USAC em 1969 e ficando com o vice em 1970, atrás do seu irmão Al Unser. Em 1972 Bobby consegue sua primeira pole em Indianápolis, mas abandona após apenas trinta voltas e mesmo conseguindo quatro vitórias (Phoenix duas vezes, Trenton e Milwakee), Bobby fica apenas em quarto no campeonato vencido por Joe Leonard. Mesmo chegando em segundo lugar nas 500 Milhas de Indianápolis de 1974, atrás de Johnny Rutheford, Bobby se sagra bicampeão da USAC com vitórias em Ontario, Trenton duas vezes e Michigan. Mesmo incapaz de defender seu título em 1975, Bobby consegue talvez algo ainda mais importante que foi vencer pela segunda vez em Indianápolis, numa prova que foi interrompida na volta 174 devido à chuva. Ainda em 1975 Bobby é campeão do IROC, campeonato com pilotos da Indy, Nascar e F1, com vitórias em Brooklyn e Daytona. Já contando com 45 anos de idade, Bobby Unser passa a correr apenas em algumas provas, mas em 1979 é membro ativo da CART, que acabaria substituindo a USAC como principal categoria americana de monoposto. Novamente motivado, Bobby Unser participa de todo o campeonato de estreia da CART e fica com o vice-campeonato, com seis vitórias (Trenton duas vezes, Michigan, Watkins Glen, Ontario e Michigan), derrotado pelo companheiro de equipe na Penske, Rick Mears.
Novamente vice em 1980 da CART, onde venceu pela quarta a vez a conceituada 500 Milhas da Califórnia em Ontario, Bobby Unser participaria das 500 Milhas de Indianápolis de 1981 como um dos favoritos, principalmente ao conseguir a pole-position da prova. Correndo com seu Penske, Bobby Unser teria como maior adversário o velho rival Mario Andretti, que corria pela equipe Patrick e o famoso patrocínio da STP. O momento decisivo dessa edição das 500 Milhas se deu na volta 149, quando uma bandeira amarela foi mostrada e todos os carros, incluindo Bobby Unser e Mario Andretti, foram reabastecer. Na saída dos pits, Unser ultrapassou sete carros, algo proibido em bandeira amarela. O detalhe foi que Andretti chegou a ultrapassar dois carros nesse momento. Assumindo a ponta definitivamente na volta 189, Bobby Unser venceu pela terceira vez as 500 Milhas de Indianápolis e com 47 anos de idade, se tornou o mais velho a fazê-lo. Ou pensou que havia feito isso. No dia seguinte, Mario Andretti e Pat Patrick recorreram e após ver vídeos da manobra, os comissários da USAC puniram Bobby em uma volta e Andretti era o novo vencedor. Era a primeira vez que o vencedor das 500 Milhas era decidido fora das pistas ou, como se diz no futebol, no tapetão. Roger Penske apelou da decisão e cinco meses depois a decisão foi revertida, com a terceira vitória de Bobby Unser sendo confirmada, mas o veterano piloto ficou muito chateado com todo a polêmica e anunciou que estava deixando as pistas no final de 1981. Em dezenove anos de carreira, foram 263 corridas pela Indy, com 37 vitórias, 111 top-5, 52 poles, dois títulos (1968 e 1974) e três vitórias em Indianápolis (1968, 1975 e 1981).
Após sua aposentadoria, Bobby Unser se tornou um conceituado comentarista de automobilismo na TV americana, onde comentou em 1987 a quarta vitória do seu irmão Al Unser Sr em Indianápolis, e as duas vitórias na mesma pista do seu sobrinho Al Unser Jr, totalizando nove vitórias da família Unser nas 500 Milhas de Indianápolis, algo que nunca foi igualado pelos vários clãs que ainda povoam o automobilismo americano. Seu filho Bobby Jr tentou correr e seguiu a tradição familiar ao participar da Pikes Peake em 1978, mas sem repetir o sucesso do pai. Durante as 24 Horas de Daytona de 1991, Bobby Unser voltaria a participar de uma corrida, tendo como parceiros o seu filho Bobby Jr, do irmão Al Sr e do sobrinho Al Jr. Em 1990 Bobby Unser entrou no Auto Racing Hall of Fame e quatro anos depois, no International Motorsports Hall of Fame. Hoje, Bobby Unser vive no México uma aposentadoria tranquila, onde passa a maior parte do tempo pescando e lembrando sua imensas glórias passadas nas pistas americanas.
Parabéns!
Bobby Unser
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