segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Enquanto isso no domingo...



Somente a inaptidão de Will Power nos ovais pode tirar o título desta temporada do australiano da Penske. Com uma atuação perfeita, Power venceu neste domingo em Sonoma de forma tranqüila, não se importando quem estava em segundo lugar ou com as relargadas. Power simplesmente impunha seu ritmo aos adversários e ignorava quem vinha atrás de si, como que para demonstrar que, nos circuitos mistos, de rua ou permanentes, era ele quem mandava. E realmente mandou! Afinal, foram oito poles (recorde na categoria) e cinco vitórias, colocando uma boa vantagem sobre o segundo colocado no campeonato, Dario Franchitti.

A prova no circuito californiano foi surpreendentemente agitada, tanto na parte boa - com muitas ultrapassagens e disputas -, como na parte má - a perigosa capotagem de Dan Wheldon ainda antes da primeira bandeira verde. Porém, o pole Will Power sempre comandava o pelotão e praticamente não foi incomodado. Inicialmente Helio Castroneves foi seu perseguidor mais próximo, mas o brasileiro da Penske foi vítima do desgaste prematuro dos pneus macios e perdeu algumas posições. Com isso, Dario Franchitti assumiu o segundo posto, que foi perdido durante a primeira rodada de paradas para Ryan Briscoe, o terceiro piloto da Penske. Após algumas bandeiras amarelas provocadas por toques em disputas por posições, quem apareceu forte na corrida foi Scott Dixon, que assumiu a segunda posição e dava pinta que poderia ameaçar Power na última bandeira amarela, mas ficou apenas na ameaça e Power venceu com categoria, mas como as últimas quatro provas da temporada será em ovais, seu calcanhar de aquiles, o australiano terá que manter a calma se quiser conquistar o título sem grandes sobressaltos, mas Power já tem uma mão na taça!

Ainda no sábado, a Nascar viu Kyle Busch entrar para a história da categoria. O americano sempre foi mais conhecido por seu comportamento rebelde dentro e fora das pistas, onde toques e dedos em riste chamam mais atenção do que seu desempenho em pista. Porém, mo mini-minioval de Bristol, Busch conseguiu a proeza de vencer as três corridas programadas da Nascar naquele final de semana (Truck, Nationwide Series e Sprint Cup) e inscreveu seu nome na história como o primeiro a fazer isso. Porém, ainda resta o título para consolidar de vez o nome de Kyle Busch na história da Nascar, mas com 24 anos de idade, o americano ainda tem muita curva à esquerda para isso!

Para fechar, o DTM realizou mais uma etapa doseu certame no tradicional circuito de Zandvoort, na beira das praias holandesas. Para quem abomina as ordens de equipe, seria bom não ter assistido essa corrida. Apenas Audi e Mercedes disputam o campeonato e como não poderia deixar de ser, cada montadora tem seu escolhido. Timo Scheider, atual bicampeão da categoria, correndo pela Audi, largou na pole, mas teve problemas e caiu para décimo ainda na primeira curva. Precisando se recuperar no campeonato e na corrida, o alemão partiu para o ataque, mas chegava a ser interessante como ele passava com facilidade pelos outros carros Audi. Era tipo, "Fulano, Timo está mais rápido do que você, entendeu a mensagem?". E lá ia Scheider ganhando posições, até dar de cara com o primeiro Mercedes, de Ralf Schumacher. O caçula Schumacher foi também ultrapassado, mas com muito mais trabalho e após o representante da Mercedes errar. Mais à frente, os dois Audis mais bem colocados, Miguel Molina e Mattias Ekström, vinham em terceiro e quarto, mas como Ekström está melhor colocado no campeonato, 'ultrapassou' Molina duas vezes, após um pit-stop mais demorado de Molina. Para aumentar as suspeitas das famosas ordens, Scheider foi o último a relizar o pit-stop derradeiro e Ekström diminuiu seu ritmo... e não é que Scheider saiu dos boxes à sua frente? Coinscidência, não? A Mercedes conseguiu dobradinha com Gary Paffet e Paul di Resta, onde nenhum dos dois se esforçaram atrás de uma briga inútil para os interesses da Mercedes. Ou seja, uma terceira marca no DTM já!

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