
Após dois anos dominadores, a pergunta era quem poderia parar a McLaren. O time de Ron Dennis vinha de dois títulos incontestáveis e mesmo com a aposentadoria de Niki Lauda no final de 1986, o time havia trazido Keke Rosberg, mostrando que o nível da equipe não iria diminuir, apesar de que Alain Prost ainda era o queridinho da escuderia. A Williams havia se mostrado forte no final de 1985 com três vitórias nas quatro últimas corridas da temporada e a chegada do bicampeão Nelson Piquet parecia ser a combinação perfeita. Porém, uma tragédia se abateu com o time antes mesmo da temporada se iniciar. Após um teste em Paul Ricard, Frank Williams sofre um gravíssimo acidente de carro numa auto-estrada que o deixa paraplégico e fora de todas as decisões do time por praticamente um ano, deixando esse cargo com o seu sócio, Patrick Head. Quando foi para a Williams, Nelson Piquet havia negociado com Frank Williams para ser o piloto número 1, mas com o dono da equipe lutando contra a morte numa cama de hospital, isso acabaria selando o destino de Piquet na equipe Williams.
Ayrton Senna reinava soberano na Lotus a ponto de ajudar a enxotar Elio de Angelis da equipe após o italiano ter se dedicado por seis temporadas ao time inglês. A John Player Special, principal patrocinadora da equipe, exigiu um piloto inglês como companheiro de equipe de Senna e indica Derek Warwick, até então o piloto britânico número da F1 e desempregado após o fim da equipe Renault no final de 1985. Senna resolve dar um piti e diz que a Lotus não tinha condições de dar dois carros bons e veta Warwick, deixando a imprensa inglesa irada, enquanto Warwick teria que procurar emprego no Mundial de Esporte-Prtótipo. A JPS ainda impõe suas condições (apesar de Senna ter indicado seu amigo Maurício Gugelmin) e traz o opaco escocês Johnny Dumfries como segundo piloto da equipe, mas conhecido por fazer parte da família real britânica. Com o fim da Renault, boa parte dos técnicos franceses se mudam para a Ligier, que teria a dupla de pilotos mais experientes do ano: Laffite (41 anos) e Arnoux (37 anos). A Ferrari permanecia com a mesma dupla que enfrentou até certo ponto a McLaren em 1985, enquanto a Brabham trazia um inovador carro, o BT55, bem mais baixo que os demais. Gordon Murray estava à frente do seu tempo (talvez até demais...) e por isso Elio de Angelis e Ricardo Patrese sofreriam em 1986.
O final de semana estava muito quente no Rio de Janeiro e Nelson Piquet ficou com a pole provisória na sexta-feira. O brasileiro parecia que estava em casa com o seu novo carro, mas a sua falta de intimidade com o bólido o fez bater e abandonar mais cedo nos treinos de sábado. Isso deu a chance para Ayrton Senna sair com seu Lotus com motor especial de Classificação da Renault. Senna consegue mais uma pole em seu crescente cartel, sendo seguido pelas Williams.
Grid:
1) Senna (Lotus) - 1:25.501
2) Piquet (Williams) - 1:26.266
3) Mansell (Williams) - 1:26.749
4) Arnoux (Ligier) - 1:27.133
5) Laffite (Ligier) - 1:27.190
6) Alboreto (Ferrari) - 1:27.485
7) Rosberg (McLaren) - 1:27.705
8) Johansson (Ferrari) - 1:27.711
9) Prost (McLaren) - 1:28.099
10) Patrese (Brabham) - 1:29.294
O dia 23 de março de 1986 estava extremamente quente no Rio de Janeiro e o autódromo de Jacarepaguá estava lotado, com
uma disputa, ainda pequena, entre sennistas e piquetistas. Quem era o melhor? Com os dois na primeira fila, era uma boa perpectiva a largada dos dois brasileiros, mas na luz verde quem sai muito bem é Mansell, que pula à frente de Piquet, mas não conseguindo ultrapassar Senna. Ainda naquelas primeiras curvas, era claro o quanto o Williams era mais equilibrado que a linda Lotus preto e dourada, mas Senna era conhecido como o piloto mais duro de ser ultrapassado e ele não permitiria a manobra em frente as arquibancadas lotadas de seus compatriotas. Na reta oposta, Mansell coloca de lado, mas Senna resiste. O impacto é inevitável. Os dois tocam, Senna balança, mas é o inglês quem se dá pior e vai direto para o guard-rail. Pela segunda corrida consecutiva, Mansell era colocado para fora da pista por Senna na luta pela liderança ainda na primeira volta, deixando o inglês contrariado.
uma disputa, ainda pequena, entre sennistas e piquetistas. Quem era o melhor? Com os dois na primeira fila, era uma boa perpectiva a largada dos dois brasileiros, mas na luz verde quem sai muito bem é Mansell, que pula à frente de Piquet, mas não conseguindo ultrapassar Senna. Ainda naquelas primeiras curvas, era claro o quanto o Williams era mais equilibrado que a linda Lotus preto e dourada, mas Senna era conhecido como o piloto mais duro de ser ultrapassado e ele não permitiria a manobra em frente as arquibancadas lotadas de seus compatriotas. Na reta oposta, Mansell coloca de lado, mas Senna resiste. O impacto é inevitável. Os dois tocam, Senna balança, mas é o inglês quem se dá pior e vai direto para o guard-rail. Pela segunda corrida consecutiva, Mansell era colocado para fora da pista por Senna na luta pela liderança ainda na primeira volta, deixando o inglês contrariado.Senna liderava ao final da primeira volta à frente de Piquet, Arnoux, Alboreto, Rosberg e Johansson. Na segunda volta, Piquet tenta ultrapassar Senna no final da reta oposta, mas tendo visto o problema com Mansell de camarote, Piquet foi cuidadoso e recua, mas na volta seguint
e, no mesmo local, Piquet usa a potência do seu Honda V6 turbo e deixa Senna sem possibilidades de defesa. O público delira! O Brasil estava na ponta e com dobradinha, não importando a ordem. Piquet começa a disparar, enquanto um resignado Senna se mantém confortavelmente em 2º. Rosberg abandona cedo, enquanto Alboreto toma o 3º lugar de Arnoux. Falando em Rosberg, a McLaren vinha num final de semana até mesmo apagado, sem aparecer muito, mas Prost começava a mostrar as garras do atual campeão. O francês havia largado mal, caído de 9º para 13º, mas o piloto da McLaren inicia uma tremenda recuperação, ultrapassando praticamente um piloto por volta. Seus críticos diziam que ele só havia conquistado o título de 1985 por ter o melhor carro, mas Prost mostrava com sua pilotagem suave, ao mesmo tempo rápida, que era, sim, um dos melhores pilotos do mundo.
e, no mesmo local, Piquet usa a potência do seu Honda V6 turbo e deixa Senna sem possibilidades de defesa. O público delira! O Brasil estava na ponta e com dobradinha, não importando a ordem. Piquet começa a disparar, enquanto um resignado Senna se mantém confortavelmente em 2º. Rosberg abandona cedo, enquanto Alboreto toma o 3º lugar de Arnoux. Falando em Rosberg, a McLaren vinha num final de semana até mesmo apagado, sem aparecer muito, mas Prost começava a mostrar as garras do atual campeão. O francês havia largado mal, caído de 9º para 13º, mas o piloto da McLaren inicia uma tremenda recuperação, ultrapassando praticamente um piloto por volta. Seus críticos diziam que ele só havia conquistado o título de 1985 por ter o melhor carro, mas Prost mostrava com sua pilotagem suave, ao mesmo tempo rápida, que era, sim, um dos melhores pilotos do mundo.A evolução de Prost, que de tão delicado ao volante parecia estar lento, quando era o mais rápido na pista, o colocou rapidamente em 5º lugar, atrás do seu desafeto Arnoux. Como era de costume, Arnoux dificultou
um pouco a ultrapassagem, mas em três voltas Prost estava perseguindo Alboreto, chegando ao 3º lugar na volta 16. Na volta 19, Piquet entra nos boxes para a sua primeira parada nos boxes, enquanto que quase ao mesmo tempo, Prost cola em Senna. O público sente um calafrio na espinha quando vê a soberania brasileira ser ameaçada e para desespero geral da nação, Prost assume a liderança na 20º volta e começa a abrir. O francês já começava a ser chamado de Rei do Rio, com três vitórias nas quatro últimas corridas em Jacarepaguá, mas Piquet vinha voando mais atrás. O piloto da Williams só demora três voltas para alcançar e ultrapassar Senna. Prost se mantém à frente de Piquet algumas voltas, mas era claro a superioridade da Williams e o bicampeão deixa o francês para trás na entrada da curva 1. Para melhorar a situação, Prost dava a impressão que faria seu pit-stop, mas a verdade era que o motor TAG-Porsche havia estourado. Era o fim da bela corrida do Professor.
um pouco a ultrapassagem, mas em três voltas Prost estava perseguindo Alboreto, chegando ao 3º lugar na volta 16. Na volta 19, Piquet entra nos boxes para a sua primeira parada nos boxes, enquanto que quase ao mesmo tempo, Prost cola em Senna. O público sente um calafrio na espinha quando vê a soberania brasileira ser ameaçada e para desespero geral da nação, Prost assume a liderança na 20º volta e começa a abrir. O francês já começava a ser chamado de Rei do Rio, com três vitórias nas quatro últimas corridas em Jacarepaguá, mas Piquet vinha voando mais atrás. O piloto da Williams só demora três voltas para alcançar e ultrapassar Senna. Prost se mantém à frente de Piquet algumas voltas, mas era claro a superioridade da Williams e o bicampeão deixa o francês para trás na entrada da curva 1. Para melhorar a situação, Prost dava a impressão que faria seu pit-stop, mas a verdade era que o motor TAG-Porsche havia estourado. Era o fim da bela corrida do Professor.Piquet e Senna fazem suas segunda parada de forma tranquila e a dobradinha brasileira se forma para delírio do público que lotou Jacarepaguá naquele dia. Vem n
a memória imediatamenteas cenas de onze anos atrás com a dobradinha de Pace e Emerson Fittipaldi no pódio em Interlagos, enquanto Piquet e Senna dividem uma bandeira brasileira no alto do pódio carioca. Ao lado deles, Laffite, que havia ultrapassado Arnoux nas voltas finais e mostrava a força da Ligier. Mesmo com o triunfo de Piquet, ficava claro que Mansell não seria apenas um dócil segundo piloto e quanto Alain Prost era um oponente perigoso, além do atrevimento de Senna, um piloto extremamente rápido, talvez o mais rápido de então, mas não, ainda, um piloto completo. Tão completo quanto Piquet. Era o início para o que muitos consideram a melhor temporada da F1 em todos os tempos.
a memória imediatamenteas cenas de onze anos atrás com a dobradinha de Pace e Emerson Fittipaldi no pódio em Interlagos, enquanto Piquet e Senna dividem uma bandeira brasileira no alto do pódio carioca. Ao lado deles, Laffite, que havia ultrapassado Arnoux nas voltas finais e mostrava a força da Ligier. Mesmo com o triunfo de Piquet, ficava claro que Mansell não seria apenas um dócil segundo piloto e quanto Alain Prost era um oponente perigoso, além do atrevimento de Senna, um piloto extremamente rápido, talvez o mais rápido de então, mas não, ainda, um piloto completo. Tão completo quanto Piquet. Era o início para o que muitos consideram a melhor temporada da F1 em todos os tempos.Chegada:
1) Piquet
2) Senna
3) Laffite
4) Arnoux
5) Brundle
6) Berger
Um comentário:
O resultado da dobradinha brasileira na prova foi o que valeu naquela tarde de domingo, 23 de Março de 1986.
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