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Se há uma coisa do qual não podemos nos queixar é da qualidade das corridas desse ano. Se a chuva fez da corrida em Silverstone uma verdadeira loteria, desta vez o imponderável foi o forte acidente de Timo Glock e a entrada do safety-car num momento crítico da corrida. Até o momento, Hamilton caminhava para uma vitória tranqüila, mas um erro da McLaren fez do triunfo do inglês
ainda mais emocionante. Como não poderia deixar de ser em mais uma corrida louca, a zebra andou pelos lados de Hockenheim e mais uma vez quem se beneficiou foi um brasileiro, com Nelsinho Piquet conquistando um inesperado pódio.
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Quando o Mercedes AMG entrou na pista por causa da pancada do Timo Glock, os estrategistas da McLaren devem ter feito a velha pergunta radical para Hamilton: Com ou sem emoção? Sabedor do seu talento e do carro que tinha em mãos, Lewis não se furtou a responder: Com emoção! Claro que esse diálogo não existiu, mas sintetizou uma das melhores vitórias desse inglês que vai colocando, aos poucos, seu nome na história da F1. Se a corrida tivesse sido normal, Hamilton venceria de qualquer jeito, com uma vantagem monstruosa para o resto, mas um errou estratégico da McLaren, confessada pelo próprio Ron Dennis, fez com que Hamilton ficasse na pista quando a lógica indicava o contrário. Sem ter o que fazer, Hamilton sentou a bota e fez
várias voltas rápidas antes da sua parada. Com muita gana, foi ultrapassando quem via pela frente, colocando de lado em cima de Massa e Piquet para se isolar na liderança do campeonato. Com pistas mais travadas como Hungaroring, a tendência é que Hamilton aumente ainda mais sua vantagem para os demais, enquanto a McLaren evolue aos poucos.
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Prestes a completar trinta anos da estréia do pai, Nelsinho Piquet estreou para valer na F1 na cidade em que nasceu a praticamente 23 anos atrás. Claro que o piloto da Renault contou com a sorte, mas Nelsinho fez a melhor corrida da sua carreira por ter mostrado maturidade em vários momentos, particularmente no final, quando não apenas segurou Massa sem cometer o menor dos erros, como também deixou Hamilton passar, cedendo a primeira posição sem briga, pois sabia que não tinha carro para segurar o piloto da McLaren. Com este pódio, e com Alonso rodando sozinho lá atrás, Nelsinho deve ganhar mais confiança daqui
para frente, apesar da comemoração contida de Flavio Briatore com seu pódio.
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Felipe Massa estava tão descontente com a corrida de hoje, que preferiu dar os parabéns a Nelsinho Piquet na entrevista coletiva. Na verdade, a Ferrari não teve condições de brigar com a McLaren de Hamilton hoje e Felipe fez de tudo para ser o melhor do resto. O fator negativo de Massa hoje foi não ter atacado a claudicante Renault de Nelsinho Piquet no final. Estava na cara que Nelsinho não iria se matar pelo segundo lugar e que cederia a posição para Massa sem muita briga, mas em nenhum momento Massa foi rápido o suficiente para, sequer, encostar na Renault de Nelsinho. Claro que pode ter havido problemas (Massa disse que o vilão foi o freio), mas Felipe perdeu uma cha
nce de liqüidar Kimi Raikkonen hoje. O finlandês foi péssimo na Classificação e ainda perdeu uma posição na largada. Contudo, recuperou alguma coisa na primeira parada, mas tudo foi por água abaixo na segunda parada, pois teve que esperar a parada de Felipe Massa. Após longo e tenebroso inverno, Kimi fez uma corrida agressiva e ultrapassou alguns carros, como Alonso, Vettel e Kubica. Porém, a sua evolução parou por aí e no campeonato, caiu para terceiro, perigosos três pontos atrás de Massa, bem no momento em que a Ferrari deve estar próximo de escolher quem será o piloto a enfrentar Hamilton no campeonato.
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Pela segunda corrida consecutiva, Nick Heidfeld se aproveitou de uma corrida confusa para superar seu companheiro de equipe e por muito pouco não subiu ao pódio em frente aos seus
torcedores. O alemão da BMW foi um dos que não pararam quando o safety-car deu as caras e andando muito forte, marcou a volta mais rápida da corrida para ainda sair dos boxes em quarto e pressionar Felipe Massa no final da prova. Foi então, neste momento, ficou claro para mim o porquê de Heidfeld nunca ser considerado uma estrela na F1. Com um carro bem melhor do que a Ferrari, Heidfeld não atacou de forma mais incisiva Massa e parecia se conformar com a quarta posição. Mesmo num final de semana considerado ruim para a BMW. Tanto que Kubica esteve longe dos seus melhores dias, mesmo com uma ótima primeira volta, onde ultrapassou Raikkonen na largada e fez uma dupla ultrapassagem em cima de Trulli e Alonso, que brigavam pelo quarto posto. Claramente levando o carro até o fim, o polonês foi atrapalhado pelo safety-car e foi apenas sétimo.
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Kovalainen fazia uma prova para chegar ao pódio, mas o azar que era de Raikkonen parece que passou para ele e Kova, mesmo sendo o único piloto da McLaren a parar nos boxes no caos que se transformou o pit-lane no momento do safety-car, perdeu várias posições e foi apenas quinto. Porém, Kovalainen mostrou que é um piloto agressivo ao fazer uma bela ultrapassagem, por fora, em cima de Kubica. Colocando a cabeça no lugar e errando menos, Kovalainen poderá se aproximar um pouco mais de Hamilton no futuro e finalmente ajudar a McLaren no Mundial de Construtores. Vettel levou a Toro Rosso a marcar mais um ponto, onde o alemão brigou muito no pelotão intermediário, principalmente com Alonso e Raikkonen. No final, se aproveitou de um erro de Trulli no final da prova para assegurar a oitava posição. Bourdais fez uma corrida razoável desta vez e chegou apenas 6s atrás do seu companheiro de equipe e colado em Alonso.
A Toyota, que prometia muito ante
s da prova, viu sua prova desmoronar no momento em que a suspensão traseira direita de Glock se quebrou inexplicavelmente na saída da última curva. O acidente foi forte e o alemão teve sorte em sair, mesmo com dificuldades, andando do seu carro, que ficou completamente destruído. Trulli, que largou em quarto e mantinha um bom ritmo de prova, desapareceu após a entrada do safety-car e acabou perdendo o ponto que tinha no bolso após um erro. Vale destacar a forma como Trulli jogou o carro para cima de Vettel quando o italiano voltou a pista, onde quase podia ter acontecido um forte acidente. Nico Rosberg fez uma prova mediana, sendo limitado pelo carro da Williams, que a essa altura do campeonato praticamente não vem com mais nenhuma evolução. Nakajima, tendo que parar logo depois do safety-car, ficou na antepenúltima posição.
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David Coulthard voltou aos seus piores momentos e se envolveu em um novo acidente, desta vez com seu velho companheiro de estrada, Rubens Barrichello. Enquanto o escocês ainda conseguiu voltar, Rubens foi mais cedo brincar com seus filhotes, o poupando de mais um péssimo final de semana da Honda, onde Button ficou na última posição, sendo o único a tomar uma volta hoje. A Red Bull também não pode comemorar muita coisa, pois além do acidente provocado por Coulthard, a marca austríaca ainda viu o único abandono provocado por uma quebra mecânica, quando Mark Webber teve o seu motor Renault quebrado, após p
assar várias voltas soltando óleo na pista. Certo que isso não influenciaria muito, pois o australiano não estava nada bem na corrida.
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Na metade da temporada, Hamilton já tem o mesmo número de vitórias do ano passado e mostra que evoluiu após as duas corridas muito ruins na metade da temporada. Se nas três vitórias anteriores Lewis se aproveitou de corridas confusas, hoje ele foi o mais rápido e quando a McLaren fez besteira, ele consertou com duas belas ultrapassagens e partindo para uma vitória sensacional. Colocando a cabeça no lugar, Hamilton pode confirmar tudo o que esperavámos dele ano passado e finalmente (mesmo no segundo ano de F1!), ratificar o título este ano.
Um comentário:
Foi legal a corrida. Mas acho que o Hamilton não tá com esta bola toda não. Tá é sem adversários a altura no momento.
A ferrari só se enrolando e os outros carros muito mal.
Bem... Cada um...
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