
Porém, a Classificação em Portugal foi emocionante e protagonizada pelos pilotos ‘errados’. Enquanto todos esperavam assistir ao embate entre o talento de Senna em tirar o coelho da cartola e conseguir uma volta excepcional contra a força da Williams de um agressivo Mansell, eis que os coadjuvantes de McLaren e Williams se sobressaem e ficam com a primeira fila, com Ricardo Patrese conseguindo a sétima pole na sua longeva carreira. O fato surpreendeu ainda mais por que o italiano teve o motor fundido na sexta-feira e sem carro reserva, Patrese teve que usar o carro que estava acertado para Mansell, que tinha um set-up todo particular que somente o inglês conseguia guiar. Mais atrás, o novato Michael Schumacher novamente superava Nelson Piquet, mostrando as suas credenciais logo de cara...
Grid:
1) Patrese(Williams) – 1:13.001
2) Berger(McLaren) – 1:13.221
3) Senna(McLaren) – 1:13.444
4) Mansell(Williams) – 1:13.667
5) Prost(Ferrari) – 1:14.352
6) Alesi(Ferrari) – 1:14.852
7) Gugelmin(Leyton House) – 1:15.266
8) Martini(Minardi) – 1:15.394
9) Capelli(March) – 1:15.481
10) Schumacher(Benetton) – 1:15.578
O dia 22 de setembro de 1991 estava quente e ensolarado no

O que importava era que a Williams liderava o Grande Prêmio de Portugal em dobradinha e não demoraria muito para Patrese e Mansell trocarem de posições e o inglês, não apenas primeiro piloto como também lutando pelo título, subisse uma posição e ganhasse pontos preciosos. Sem chances frente aos carros

Naquela época era conhecida a pouca eficiência da Williams em matéria de pit-stops. Quando a corrida era decidida na rapidez dos mecânicos, o piloto da Williams sempre acabava perdendo e isso era até mesmo folclórico na F1. Como também era folclórica a falta de sorte de Mansell em pit-stops, não raras vezes ficando pelo caminho ainda no pit-lane. Dois anos antes, no mesmo circuito de Portugal, Mansell tinha aprontado uma das suas besteiras mais famosas quando errou o pit da Ferrari, meteu uma ré, acabou desclassificado, mas levando Senna consigo. Na volta 30, o inglês da Williams entra nos boxes no que seria sua única parada. A tensão estava no ar. O pit-stop tinha que ser rápido para não dar chance a McLaren. Tudo parecia normal, quando os mecânicos se atrapalham na roda traseira direita. Quando o carro foi ao chão, um mecânico acena desesperado para não liberarem Mansell, mas aí era tarde demais. Nigel engata a primeira e sai com a roda em questão solta. Não demorou mais do que alguns metros para a roda sair em direção a uma equipe que esperava um dos seus carros. A cena era até cômica, enquanto Mansell parecia cho

Após quase um minuto parado, Mansell retornou a pista em 17º e com uma ferocidade típica de um Leão, saiu devorando seus adversários com seu Williams, mas após onze ultrapassagens em dezesseis voltas, a esperada bandeira preta veio a cena e ao contrário de 1989, Mansell rapidamente foi aos boxes para abandonar a corrida e o campeonato. Após esse incidente, nada demais aconteceu durante a corrida e mesmo com a Williams vencendo, Senna estava praticamente com o tricampeonato garantido. Até o vencedor Patrese parecia sem graça no pódio, tamanho era a decepção da Williams, mas quem não tinha nada a reclamar era Senna, com boas chances de ser campeão já na corrida seguinte em Barcelona.
Chegada:
1) Patrese
2) Senna
3) Alesi
4) Martini
5) Piquet
6) Schumacher
Um comentário:
Relatos da prova:
- O desempenho do Williams FW14 Renault em corridas era fantástico; em 1992, a Williams tinha um carro dominante;
- Primeira vez que Nelson Piquet terminou a corrida à frente de Michael Schumacher (seu companheiro de equipe na Benetton) e
- 6 pontos do 2º lugar importantíssimo para Ayrton Senna na luta do campeonato de 1991, já que Nigel Mansell foi desclassificado, porque a equipe Williams trocou o pneu traseiro direito do seu carro na pista de rolamento.
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