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Nigel Mansell ainda mantinha de pé sua palavra de que se aposentaria no final de 1990, mas quem frequentava os bastidores da categoria sabiam que era mentira. O inglês negociava abertamente com Frank Williams uma volta para a equipe que o fez se tornar um piloto de ponta, mas havia vários acordos a fazer. Mansell queria o status de piloto número 1, fazendo com que Thierry Boutsen negociasse sua saída do time inglês, por não aceitar a condição. Jean Alesi havia sido contratado pela Williams desde fevereiro, mas muitas equipes queriam o rápido piloto francês, inclusive a Ferrari, para substituir Mansell na equipe. O time de Maranello primeiramente procurou Alessandro Nannini, mas quando viu a possibilidade de colocar as mãos em Alesi, não pensou duas vezes e anunciou o francês como companheiro de equipe de Prost em 1991. Mansell tinha agora caminho livre para voltar à Williams de acordo com suas exigências, pois Patrese já provara no passado que podia ser um ótimo escudeiro. Conta a lenda que uma das condições para que Williams liberasse Alesi, era que Frank ganhasse um carro Ferrari F1. Até hoje, o carro vermelho está no museu do time em Grove...
Um dos motivos de grande insatisfação de Mansell era seu tratamento dentro da Ferrari, que apoiava claramente Prost e o inglês queria vingança. Aparentemente os dois pilotos vermelhos se davam muito bem, mas Mansell não faria nenhum esforço para Prost na difícil briga que travava com Senna pelo título mundial. Numa pista travada, a Ferrari conseguiu a primeira fila, mas com Mansell na frente, enquanto as McLarens ficavam na segunda fila.
Grid:
1) Mansell (Ferrari) - 1:13.557
2) Prost (Ferrari) - 1:13.595
3) Senna (McLaren) - 1:13.601
4) Berger (McLaren) - 1:14.292
5) Patrese (Williams) - 1:14.723
6) Piquet (Benetton) - 1:14.728
7) Boutsen (Williams) - 1:14.934
8) Alesi (Tyrrell) - 1:15.122
9) Nannini (Benetton) - 1:15.411
10) Bernard (Lola) - 1:15.673
O dia 23 de setembro de 1990 não tinha muito sol no Estoril,
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Mesmo com um carro mais adaptado ao circuito do Estoril, Mansell não ataca Berger, o segundo colocado, enquanto Senna não conseguia abrir uma grande vantagem sobre o companheiro de equipe. Os três andavam próximos, mas sem grandes chances de mudança de posição. Enquanto isso, Prost perdia tempo atrás de Piquet, só conseguindo a ultrapassagem sobre o tricampeão na volta 13, quando já tinha 5s de desvantagem para Mansell. Prost força o ritmo para encostar no pelotão da frente e na volta 26, quando já tinha Mansell na sua alça de mira,
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Senna e Mansell entram juntos na volta 29, enquanto Prost e Berger parariam três voltas depois. Apesar de paradas sem grandes problemas, há mudanças entre os quatro primeiros. Quem havia parado mais cedo tem uma vantagem e Senna reassume a liderança com uma boa vantagem sobre Mansell, enquanto Prost caía novamente para o quarto lugar, atrás de Berger. A corrida fica estática, mas Mansell parecia querer aquela vitória de qualquer maneira e encosta em Senna. Querendo evitar uma repetição do problema que ocorreu na própria pista portuguesa em 1989, Senna faz sinal para Mansell passar no final da reta dos boxes, na volta 50, mesmo local do entrevero dos dois no ano anterior. Mesmo perdendo a ponta da corrida, Senna sabia que para o campeonato a situação era a melhor possível, pois a Ferrari estava mais equilibrada que sua McLaren no Estoril e ainda assim estava à frente de Prost, que tinha acabado de perder a sexta marcha, mas nem por isso desistiu de ir para cima de Berger.
Provando que sua decisão de renunciar a uma briga com Mansell estava certa, Senna viu de camarote o inglês jogar o retardatário Philippe Alliot no guard-rail. O Leão estava naqueles dias! Mesmo com problemas de câmbio, Prost consegue ultrapassar Berger na volta 58 e nutria esperanças de atacar seu grande rival pelo título, quando a corrida foi terminada de forma abrupta. Alex Caffi e Aguri Suzuki brigavam pela nona posição e acabaram se tocando no mesmo local
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Chegada:
1) Mansell
2) Senna
3) Prost
4) Berger
5) Piquet
6) Nannini
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