Heinz-Harald Frentzen nasceu n

Com essa boa atuação na F-Ford, Frentzen foi contratado pela equipe do ex-piloto de F1 Jochen Mass e sobe para a Fórmula Opel alemã em 1988. E ele não decepcionou! Frentzen foi campeão alemão de F-Opel nesse mesmo ano! Juntamente com o campeonato alemão, Frentzen disputou o europeu de F-Opel e terminou o ano em sexto lugar no campeonato. Já nessa época, Frentzen se tornou muito popular entre a imprensa alemã e já era tratado com uma futura estrela na F1. Bernie Ecclestone queria ter um piloto alemão na Fórmula Um , assim a ONS (Comitê de Automobilismo Nacional alemão) decidiu apoiar Frentzen e Michael Schumacher. O problema era que apenas um motorista poderia chegar à Fórmula Um.
Assim a ONS decidiu dar a possibilidade para um dos dois testar um carro de Fórmula Um para aquele que primeiro conseguisse uma vitória em uma corrida de Fórmula 3 alemã em 1989. Numa corrida em Zeltweg Heinz-Harald Frentzen notou a ambição de Michael Schumacher de conseguir este teste. Ele se enroscou com Schumac

Mesmo sabendo dessa briga fora da pista, a Mercedes contratou ainda em 1989 Schumacher, Frentzen e Wendlinger para participarem do Campeonato de Esporte-Protótipo no Grupo C na equipe Sauber. Cada um dos três pegou um piloto experiente (Jochen Mass, Mauro Baldi e Jean-Louis Schlesser) para serem seus instrutores. Isso acabou sendo uma grande escola para os três, pois aprenderam a se comportar num carro de mais de 800 cavalos de potência!
Do triunvirato de novatos, Frentzen era conhecido por ser o mais rápido, quem consumia menos gasolina

Após cinco meses de inatividade, Frentzen foi chamado para correr as 24 Horas de Le Mans de 1992 com um Lola privado. O carro era lento, seu parceiro era ruim, mas chuveu muito durante a corrida. O resultado era que Frentzen era 5s mais rápido que os fantásticos carros da Peugeot quando a chuva era mais forte. Quando a pista secou, a Peugeot dominou, Frentzen foi décimo-quarto, mas seu nome estava novamente no mercado. Graças a essa atuação, Frentzen foi convidado a correr na F-3000 Japonesa na equipe Nova. No final de 1992 a March convidou Frentzen para ocupar o cockpit de seu carro no Grande Prêmio do Japão, e o alemão teve sorte em recusar tamanha cadeira elétrica! Em 1993, Frentzen ficou mais um ano no Japão onde conheceu um dos seus maiores amigos dentro do automobilismo: Roland Ratzenberger. Frentzen continuou na F-3000 Japonesa e conseguiu sua primeira vitória no oriente, mas o alemão não conseguiu muito destaque no campeonato, mais conheceu outro piloto que se tornou muito amigo: Eddie Irvine.
Na sua estada no Japão, Frentzen testou um carro da Tyrrell com motor Mugen e pneus Bridgestone. Ele andou aproximadamente 20.000 quilômetros durante os testes e pôde ganhar um pouco de experiência. Naquele momento a Fórmula 3000 japonesa era mais semelhante a Fórmula Um em termos de tecnologia do que a F3000 européia e Frentzen aprendeu muito nessa época. No começo de agosto de 1993 Peter Sauber convidou Frentzen para testar o Sauber-Ilmor no circuito de Mugello. Embora Frentzen sofresse um acidente, Peter Sauber sabia que HH ainda era o piloto que ele conheceu no Mundial de Esporte-Protótipos. Frentzen foi mais rápido que Wendlinger e acabou assinando contrato com a Sauber para finalmente estrear na F1 em 1994.

Na primeira corrida no circuito de Interlagos Heinz-Harald Frentzen se qualificou em 5º lugar no Sauber-Mercedes dele. Ele foi o melhor novato na Fórmula Um desde Carlos Reutemann em 1972! Mas infelizmente ele rodou na volta 16 da corrida por um motivo inusitado. A garrafa de água dele jorrou água dentro do capacete e HH não enxergava a pista durante alguns segundos e acabou fora dela. Mas na segunda corrida em Aida, ele usou seu conhecimento da pista e terminou na 5ª posição. Então veio Ímola... Em Mônaco, Frentzen sofreu outro choque. Seu companheiro de equipe Wendlinger sofreu um sério acidente e ficou em coma e a Sauber não correu no principado.
Frentzen terminou a primeira temporada da F1 com sete pontos na décima terceira posição. Depois da corrida de Mônaco, Frentzen foi procurado por Frank Williams para correr para ele no lugar de Senna. Não precisa dizer que Senna era o ídolo de Frentzen e ocupar o lugar dele foi demais para HH. Isso sem contar a gratidão que Frentzen sentia por Peter Sauber, que o ajudou muito na época da Mercedes e por ter o colocado na F1. O que teria sido de Frentzen se ele tivesse aceitado a proposta de Frank? Ninguém sabe. Após perder o amigo Ratzenberger, o ídolo Senna e ver Wendlinger quase morrer, Frentzen teve que se acostumar a política. No final de 1994, a Mercedes se mudou para a McLaren e a Sauber teve que se contentar com o velho motor Ford. A segunda temporada foi um pouco melhor para Frentzen. No começo do ano a Sauber-Ford perdia 4.5s por volta para Williams e Benetton, mas a Sauber trabalhou muito e essa defasagem caiu para 1.5s no final do ano. Frentzen se aproveitou disso e conseguiu 15 pontos e foi nono no campeonato. Em Monza, Frentzen pisou no pódio pela primeira vez. Para 1996, Frentzen contava com o apoio que a Ford dava para a Sauber, porém, com a confirmação da saída da montadora americana da equipe para ajudar Jackie Stewart a construir sua escuderia, Frentzen ficou várias vezes na mão graças ao fraco motor que tinha. Em Mônaco, Frentzen produziu uma cena pastelão quando entrou nos boxes uma volta antes do final da corrida e no final da temporada só tinha sete pontos para contar.
Mesmo com os parcos resultados, Frank Williams ainda não tinha esquecido Frentzen e no final de 1996, ele foi contratado para substituir o então campeão mundial Damon Hill. Era a grande chance de Frentzen. Numa equipe grande, ele poderia mostrar toda sua velocidade e poderia fazer o que ele sempre esperou desde que entrou na F1: disputar um título mundial com Michael Schumacher. Contudo, o que pod
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Aproveitando a boa fase, Frentzen conseguiu sua primeira pole na carreira (novamente derrotando Schumacher) em Mônaco, mas a corrida foi um desastre, pois a Williams errou na escolha dos pneus. Em Magny-Cours que ele terminou na 2ª posição depois de um duelo emocionante com Michael Schumacher no molhado. Ambos ficaram fora da pista com pneus slicks quando a chuva começou. Após cinco pódios seguidos, Frentzen chegou à última corrida em Jerez com a missão de ajudar Jacques Villeneuve a ser campeão. Na Classificação Villeneuve, Schumacher e Frentzen fizeram exatamente o mesmo tempo, mas na corrida Frentzen fez uma corrida tática e ajudou Villeneuve a conquistar seu único título. Com a desclassificação de Schumacher do campeonato, Frentzen se tornou vice-campeão de F1.
Mesmo com o vice, Frentzen esperava mais para 1998, mas o carro da Williams não melhorou muito comparado ao modelo 1997 e o motor Supertec era muito fraco comparado aos Mercedes e Ferrari. Fora que a McLaren construiu um ótimo carro e a equipe de Ron Dennis dominou a temporada. Frentzen superou Villeneuve na primeira metade do campeonato, mas no outono de 1998, Frank Williams deixou claro que ele não precisaria dos serviços de Heinz-Harald Frentzen para a temporada 1999. Porém, Frentzen se juntou a sua antiga equipe na F3000: a Jordan. Esse não foi um erro na carreira de Frentzen. Mesmo tendo Damon Hill como companheiro de equipe, o inglês já estava quase aposentado e Frentzen teria toda a atenção da equipe amarela, que era a que mais crescia na época. Frentzen havia decepcionado na Williams e precisava mostrar que ainda era o piloto que um dia foi considerado mais rápido do que Schumacher.
Com McLaren e Ferrari dominando o campeonato, Frentzen se preocupou em marcar pontos nas primeiras corridas. A Jordan fez um carro bom e confiável e o motor Mugen Honda não devia nada com relação a Mercedes e Ferrari. O começo do ano foi marcado pelos erros de Hakkinen e a pouca confiabilidade da McLaren. Logo na estréia, as McLarens e

Em Magny-Cours, a chuva foi a protagonista da corrida e Frentzen usou uma estratégia diferente da Jordan para vencer pela segunda vez na carreira. Foi uma belíssima corrida e Frentzen andou muito nesse dia. O velho desafeto Schumacher quebrou a perna em Silverstone e um milagre parecia estar se materializando. Em Monza, Frentzen estava em segundo quando Hakkinen, muito mais rápido do que ele, rodou sozinho e Frentzen capitalizou o erro e venceu pela segunda vez na temporada, entrando na briga pelo título! Em Nürburgring, Frentzen conseguiu a pole, mas um problema elétrico atrapalhou seus anseios e praticamente ficou de fora da disputa pelo título. Até a última corrida no Japão, Frentzen não pôde mais acompanhar nem Ferrari, nem McLaren, mas acabou na terceira posição do campeonato. Tinha sido uma grande temporada para Frentzen com a admiração pública recuperada e uma condução sem qualquer erro durante as corridas. Ele simplesmente era a revelação do ano. Foi a melhor temporada de Frentzen e da Jordan.
De forma análoga, 1999 foi o ápice e também o começo do declínio para Frentzen. Mesmo continuando na Jordan, a equipe tinha trazido Jarno Trulli para o lugar do aposentado Damon Hill. Trulli era jovem e muito rápido. Rápido demais para Frentzen. Com 33 anos, HH já não era mais um garoto e suas perspectivas de chegar a uma equipe grande e ser campeão caía, na medida que o ano 2000 foi péssimo em comparação ao ano anterior. Mesmo conseguindo dois terceiros lugares (no Brasil e nos Estados Unidos), Frentzen foi superado várias vezes por Trulli, raramente chegava ao fim das corridas e ainda foi envolvido num acidente fatal. Um ano depois da bela vitória em Monza, Frentzen se chocou com a Ferrari de Barrichello na Variante Bassa na primeira volta, envolcendo vários pilotos. Uma roda voadora acabou atingindo um bombeiro italiano, o matando horas depois. Frentzen foi considerado o culpado pelo acidente.
Para 2001, a Jordan tinha um carro mais confiável, mas ainda longe do nível de 1999. O engenheiro do carro de Frentzen, Sam Michael, se transferiu para a Williams e isso foi um golpe para a moral de Frentzen, que sofreu um sério acidente em Mônaco que o deixou de fora do Grande Prêmio do Canadá daquele ano, mas como desgraça pouca é bobagem, o pior estava por vir. Em Junho, Eddie Jordan anunciou a renovação do contrato de Frentzen para 2002, mas dois meses depois, o mesmo Eddie Jordan veio a público para dizer que Frentzen estava... despedido! A F1 ficou chocada com a atitude de Jordan, demitindo o piloto que lhe deu mais alegrias por fax, mas se soube depois que Jordan precisava demitir um dos seus pilotos para agradar a Honda e colocar um piloto japonês no ano seguinte, que acabou sendo Takuma Sato. Por que Frentzen foi o escolhido? Dizem que os engenheiros não gostavam muito das reclamações de HH e passaram a boicotá-lo...
Frentzen ficou de fora justamente do Grande Prêmio da Alemanha, causando vários protestos da torcida alemã contra a Jordan. Na corrida seguinte, Alain Prost convidou Frentzen para as corridas seguintes, mas o carro era ruim de doer. Frentzen pouco fez para melhorar a situação da equipe e o único bom momento na equipe francesa foi um quarto lugar na Classificação, debaixo de chuva, em Spa. Frentzen gostaria de continuar trabalhando com Prost em 2002. Gostaria. Pois a equipe fechou suas portas no final do ano. A carreira do alemão caminhava para uma aposentadoria forçada quando ele foi convidado por Tom Walkinshaw para correr na Arrows em 2002. Frentzen sabia das dificuldades que iria enfrentar, mas o carro não era de todo ruim e o alemão conseguia se destacar no pelotão de trás, sendo mais rápido que equipes de fábrica como Toyota e Jaguar. HH conseguiu dois ótimos sextos lugares na Espanha e em Mônaco, sendo que no principado teve que segurar a Ferrari de Rubens Barrichello no final da corrida, que antes de encostar no câmbio da Arrows, estava 3s mais rápido do que ele.
Porém, a crise estava para estourar. A Arrows estava em plenas dificuldades financeiras e não treinou na sexta-feira do GP da Inglaterra por falta de pagamento dos motores Cosworth. Na França, o papelão. Não tendo como pagar a Cosworth para correr no domingo, a Arrows manda Frentzen e Enrique Bernoldi andarem devagar para não se Classificarem. A ida para a Arrows foi outro erro e Frentzen se despediria da equipe na Alemanha, quando a equipe fechou as

Voltando à Alemanha, Frentzen partiu para as corridas de turismo. Ele acertou com a Opel no Campeonato Alemão de Turismo (DTM). Correndo contra a veha pa
rceira, a Mercedes, Frentzen esteve longe de se destacar no melhor campeonato de turismo do mundo e não venceu nenhuma corrida. Depois que a Opel se retirou do DTM no final de 2005, Frentzen foi para a Audi em 2006. Ele terminaria em 3º na primeira corrida da temporada em Hockenheim e novamente na 8ª corrida da temporada em Barcelona. Frentzen terminou a temporada em 7º e deixou a equipe declarando que ele não tinha "nenhum apoio da equipe." Já com 39 anos, Frentzen resolveu pendurar as sapatilhas e foi curtir sua esposa, Tanja, a das duas filhas, Lea a Sarah. Mesmo quarentão, Frentzen deve ser lembrar com muita saudade das disputas que teve com Schumacher na F3 ou então dos tempos em que a Jordan lhe dava todo o apoio e quase realizou o seu sonho: ser campeão Mundial de F1. Mesmo tendo um vice como melhor resultado na F1, Frentzen é até hoje lembrado como um piloto rápido e pode bater no peito: já fui considerado mais rápido do que Schumacher!

Parabéns
Heinz-Harald Frentzen
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