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O ano seguinte foi o início da briga com Nelson Piquet e também o início da decolagem da carreira de Mansell. De piloto atrapalhado, Mansell passou a ser respeitado com suas vitórias e sua agressividade. Contudo isso não lhe garantiu o título de 86 e 87, quando a Williams tinha disparado o melhor carro. Após um péssimo ano em 1988, Mansell partiu para a Ferrari e logo na estréia pela equipe vence no Brasil, mas a escuderia ainda não era páreo para a McLaren. Mansell teria que esperar mais um ano para realizar o sonho de ser campeão, mas eis que a Ferrari traz Alain Prost que só queria uma coisa: a garantia de ser primeiro piloto. Mansell fica extremamente desapontado e chegou a anunciar sua aposentadoria em 1990. Então o anjo Frank Williams aparece na vida de Mansell novamente. Querendo voltar aos áureos tempos, Frank chama Mansell para sua equipe em 1991 e Nigel aceita com a mesma condição de Prost na Ferrari: ser primeiro piloto.
Quando Mansell desembarcou novamente na Williams no início de 1991 ele já não era nenhum garoto e seus 37 anos já não lhe permitia muita espera: era agora ou nunca! Ele tinha que conquistar seu primeiro título custe o que custar e para melhorar, o carro que a Williams tinha feito juntamente com a Renault era realmente bom, mas quebrava demais. O carro era o ápice em tecnologia na época e mesmo com a decepção de ter perdido o título para Senna em 1991, tanto Mansell como seus adversários já sabiam: agora era a hora do Leão!
O Williams FW14B era um carro acima dos demais e com Mansell sendo primeiro piloto escrito no contrato, o inglês era favorito destacado. Mansell venceu simplesmente as cinco primeiras corridas do ano com o pé nas costas. Após perder a corrida de Mônaco para Senna e bater sozinho no Canadá, Mansell vence três corridas na seqüência e poderia ser campeão na Hungria. Após oito vitórias em dez corridas, Mansell só precisava de um segundo lugar para se tornar campeão. Isso se Patrese abandonasse. Teoricamente uma tarefa fácil, mas nada para Mansell veio sem muito sofrimento.
Na Classificação Patrese, único que ainda lhe poderia fazer cócegas, ficou com a pole. Mansell perder a pole era algo tão atípico em 1992 que ele ficou bastante nervoso para a corrida por causa disso. Típico era ver Senna se contentar com a terceira posição no grid e foi nessa posição que ele iria largar. Schumacher, em sua primeira temporada, ficou ao lado do seu ídolo e já mostrava suas garras.
Grid:
1) Patrese(Williams) - 1:15.476
2) Mansell(Williams) - 1:15.643
3) Senna(McLaren) - 1:16.267
4) Schumacher(Benetton) - 1:16.524
5) Berger(McLaren) - 1:17.277
6) Brundle(Benetton) - 1:18.148
7) Alboreto(Footwork) - 1:18.604
8) Boutsen(Ligier) - 1:18.616
9) Alesi(Ferrari) - 1:18.665
10) Capelli(Ferrari) - 1:18.765
Antes da largada, todas as atenções estavam nos boxes da Will
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Com as duas McLarens à frente de Mansell, Patrese tratou de disparar na frente. Mansell não ficou muito tempo atrás de Berger e usou a potência do motor Renault para ultrapassar o austríaco na reta dos boxes. E sem precisar da freada da primeira curva! Logo Mansell encostou em Senna e sem nenhuma surpresa, teve muito mais dificuldades para ultrapassar. Mansell sempre tentava a ultrapassagem no final da reta dos boxes, mas Senna sempre freava bem mais tarde. Quando os líderes alcançaram os retardatários, Senna escapou um pouco de Mansell e quando o inglês foi atrapalhado pela Dal
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Com todas essas peripércias, Mansell acabou errando na volta 31 e permitiu a ultrapassagem de Berger, mas Mansell não estava de brincadeira e ultrapassou o piloto da McLaren três voltas depois. Porém, a corrida começa a mudar de ares à favor de Mansell. Na volta 39 Patrese roda bizonhamente na curva 3 do travado circuito húngaro. O italiano volta à pista apenas em sétimo, mas abandonaria na volta 55 com o motor quebrado. Mansell só precisava terminar em segundo e por isso alivia o ritmo. A Williams fica preocupada e mostra placas de "Puncture?" para Mansell, perguntando se ele estava com problemas nos seus pneus. Eram os fantasmas de Adelaide em 1986!
Senna sabia que não tinha chance de enfrentar as Williams em condições iguais e por isso procurava meios de reduzir a inferioridade. Em Hungaroring o
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O toque sofrido por Brundle não tardaria a dar problemas a Schumacher e no início da volta 63 a asa traseira da Benetton voa em plena reta dos boxes e Schumacher vira passageiro do seu carro. O seu Benetton começa a rodar à alta velocidade, mas fora o susto o alemão saiu do carro sem problemas. Após sua parada Mansell imprime um ritmo fortíssimo e logo cola na traseira do surpreendente Lotus de Hakkinen, então quarto colocado. Mansell usa a freada da reta dos boxes para deixar o finlandês para trás. Na volta seguinte, Mansell se aproveita da Jordan do retardatário Maurício Gugelmin para ultrapassar Brundle também na reta dos boxes. Duas voltas depois Mansell parte para cima de Berger. O austríaco resiste desta vez e fecha desavergonhosamente Mansell, mas o inglês passa poucos metros do muro dos boxes para completar a ultrapassagem.
Finalmente Mansell estava no lugar onde queria. O segundo lugar era tudo que ele precisava para realizar o seu sonho. Senna faz uma parada nos boxes apenas por precaução, mas a diferença de quase um min
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Roseanne Mansell (realmente ela não era das mais bonitas...) era uma das mais felizes no pit-wall e abraçava Peter Windsor, empresário de Mansell. Senna foi o primeiro a cumprimentar Mansell quando este chegou ao parque fechado e como não poderia deixar de ser, Mansell subiu ao pódio mancando e fazendo cara de dor. Porém, a emoção do primeiro título estava presente nas fotos comemorativas e no banho de champanhe que o inglês dava nos seus mecânicos. Em frente ao pódio, um mar de bandeira inglesas dava a dimensão do carisma de Mansell. Ele era um ídolo inglês! Após conquistar finalmente o seu sonho, Mansell parte para os Estados Unidos onde conquista
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Chegada:
1) Senna
2) Mansell
3) Berger
4) Hakkinen
5) Brundle
6) Capelli
Um comentário:
Ufa!!! Hoje faz 16 anos que Nigel Mansell conquistou o tão sonhado Campeonato Mundial de Fórmula 1. Dpois de três vices (1986, 1987 e 1991), se não viesse esse, seria o "2º Stirling Moss" que foi vice por 4 vezes (1955, 1956, 1957 e 1958). Com um carro fantástico, Mansell soube tirar muito bom proveito dele. Pena que o piloto não estaria em 1993, já que teria que dividir espaço com Alain Prost (que ficou ausente no campeonato de 1992) e que tinha quase tudo acertado com a equipe de Frank Williams. Mansell se continuasse teria um salário muito reduzido mesmo sendo o atual campeão.
Fábio Kawagoe
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