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O circuito de Nürburgring e suas 182 (!) curvas era o maior teste para um carro de F1 com seus trechos rápidos com subidas e descidas. O campeonato poderia ser decidido com uma vitória de Fangio, da Maserati e a equipe italiana trouxe um verdadeiro esquadão de elite para Nürburgring. Além de Fangio a Maserati tinha Jean Behra, Harry Schell, Giorgio Scarlatti e Carlos Menditeguy. A Ferrari não ficava atrás e levou cinco carros (Luigi Musso, Peter Collins, Mike Hawthorn e Maurice Trintignant). Durante a Classificação fica claro que a Vanwall não estava adaptada com as subidas e descidas de Nürburgring, enquanto Fangio faz magia para colocar sua Maserati na pole e tentar um plano audacioso.
Grid:
1) Fangio(Maserati) - 9:25.6
2) Hawthorn(Ferrari) - 9:28.4
3) Behra(Maserati) - 9:30.5
4) Collins(Ferrari) - 9:34.7
5) Brooks(Vanwall) - 9:36.1
6) Schell(Maserati) - 9:39.2
7) Moss(Vanwall) - 9:41.2
8) Musso(Ferrari) - 9:43.1
9) Lewis-Evans(Vanwall) - 9:45.0
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10) Gregory(Maserati) - 9:51.5
A Maserati propõe a Fangio uma tática de corrida interessante, mas perigosa. Por causa dos pneus Pirelli, a Maserati teria que fazer um pit-stop no meio da corrida. Para ter chances, Fangio teria que ter exatos 29s de vantagem em cima do segundo colocado para sar dos boxes em primeiro. O argentino aceita. Para ter ainda mais velocidade, Fangio larga com meio tanque. Na largada Fangio titubeia e são as Ferraris de Hawthorn e Collins que pulam à frente, seguido pelo argentino e Jean Behra. Fangio precisava andar rápido e ultrapassa as duas Ferraris na terceira volta, sendo perseguido por Collins, que tinha acabado de ultrapassar Hawthorn, mas o ritmo de Fangio era forte demais e Fangio começa sua desesperada procura pe
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Nas onze primeiras voltas Fangio quebrou o recorde do circuito de Nürburgring tão somente que seis vezes e conseguiu uma vantagem de 28s. Fangio entregou os carros aos mecânicos e foi beber um pouco de água, mas quem precisava de água era mesmo os mecânicos, que trabalhavam nervosamente e perderam inacreditáveis 1m18s para fazer todo o pit-stop. Acho que Ross Brawn teria um infarto! Fangio voltou à pista ainda em terceiro e quando completou a décima segunda volta recebeu pelas placas a incômoda notícia de que estava 51s atrás da primeira Ferrari de Collins. Fangio teria que fazer milagre no chamado "Inferno Verde' se quizesse ganhar. O chefe de equipe da Maserati incitou Fangio a tornar esse milagre realidade e disse que só havia uma Ferrari à frente.
Hawthorn ultrapassa Collins e a dobradinha anglo-ferrarista parecia certa, mas Fangio estava num dia anormal. No início da décima terceira volta Fangio vê um dos vários aclives e ao invés de desacelerar, como vinha fazendo, continua de pé embaixo e voa a mais de 240 km/h. Sua Maserati voa por alguns metros! O público de mais de 100.000 pessoas ficam embasbacadas com tamanha determinação de um piloto em vencer uma corrida. Durante a corrida Fangio percebe que pode mudar a trajetória de algumas curvas e assim conseguir segundos preciosos. Volta após voltas o público vibrava quando Fangio passava em frente a eles e quebrava o recorde do circuito mais uma vez. Ele se aproximava das Ferraris a uma taxa impressionante. Hawthorn disse depois da corrida que ele não pode fazer nada, que o ritmo de Fangio era inigualável.
Faltando duas voltas Fangio encontrou dois pontos vermelho à sua frente. Eram duas, não uma, Ferraris que ele teria de ultrapassar. Collins não parecia acreditar quando foi ultrapassado por Fangio e então o argentino foi para cima de Hawthorn. O inglês tentou fechar a porta, mas Fangio deu o xis e cruzou a décima oitava frente de Hawthorn. O inglê
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Se não bastasse uma atuação tão marcante, a vitória de número 24 seria a última do argentino e da Maserati. A marca do tridente estava numa crise financeira muito forte e em 1960 faria sua última corrida de F1. Fangio faria mais três corridas de F1 até abandonar a carreira no Grande Prêmio da França de 1958. A corrida em Nürburgring destruiu todos os cálculos da relação homem-máquina ou piloto-carro na F1. Fangio mostrou que um homem pode fazer algo fantástico ao volante de um F1. As marcas de Fangio foram batidas uma a uma, inclusive a do número de títulos mundias por Michael Schumacher, exatamente pelo último piloto que viu ser campeão antes de morrer. Porém, a marca Fangio fez na F1 é inigualável.
Chegada
1) Fangio
2) Hawthorn
3) Collins
4) Musso
5) Moss
6) Behra
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